Aos 51 anos, dona de casa volta a estudar e descobre sua vocação para escrever
Experiência na EJAI de Maceió transformou a vida de Maria Rodrigues, que agora sonha em escrever sua história

JOBISON BARROS*
15/03/2026 às 12:52 • Atualizada em 15/03/2026 às 13:02 - há XX semanas
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Após décadas longe da sala de aula, a dona de casa Maria Rodrigues, 51 anos, encontrou na Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) de Maceió uma oportunidade de aprendizado e transformação pessoal. Aluna da Escola Municipal Doutora Nise da Silveira, Maria revela que retornar à escola mudou totalmente sua visão de mundo.
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Antes insegura e com medo de “não ter idade para estudar”, Maria recebeu incentivo de uma amiga e decidiu fazer a matrícula. Aos poucos, superou o preconceito que carregava e descobriu que a EJAI não é apenas um espaço de alfabetização, mas também de acolhimento, troca de experiências e crescimento coletivo.
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Durante suas aulas, Maria descobriu a paixão pela escrita e começou a criar poemas inspirados em Cora Coralina, superando a timidez e compartilhando seus textos com professores e colegas. “Aprendi que o conhecimento pode transformar a vida das pessoas. Mostrar meu poema foi libertador”, conta.
A diretora da escola, Lucrécia Maria, destaca que histórias como a de Maria refletem o verdadeiro sentido da EJAI: oferecer uma segunda chance de aprendizado e emancipação. Para Maria, a escola representa um recomeço: antes, grande parte do tempo era marcada por tristeza e sensação de vazio; hoje, ela encontra propósito, socialização e acolhimento.


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Além de concluir seus estudos e conquistar o diploma, Maria planeja escrever uma crônica sobre sua própria história para que filhos, netos e bisnetos conheçam sua trajetória. “O medo é normal, mas não pode ser maior que a nossa vontade de crescer. Estudar é como amor: não tem idade”, afirma.
Sua experiência é um exemplo de superação e inspiração, mostrando que é possível transformar a vida e escrever novos capítulos, independentemente da idade.
*Com assessoria