Elefante-marinho é encontrado descansando na Barra de Santo Antônio
Registro direto do litoral alagoano mobilizou equipe do Instituto Biota na manhã desta quinta-feira (12)

Jobison Barros
12/03/2026 às 8:06 • Atualizada em 12/03/2026 às 9:09 - há XX semanas
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Um elefante-marinho foi encontrado descansando na faixa de areia da praia na Barra de Santo Antônio, Litoral Norte de Alagoas, na manhã desta quinta-feira (12). O caso mobilizou rapidamente equipes ambientais, que foram até o local para avaliar a situação do animal.
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De acordo com o presidente do Instituto Biota de Conservação, Bruno Stefanis, trata-se de um mamífero da espécie Mirounga leonina.
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“Pelas imagens que recebemos agora de manhã, acreditávamos que era uma foca, mas, quando da chegada de nossa equipe, constatamos ser um elefante-marinho juvenil. O último registro dessa espécie foi em 2024, em Maragogi".
Equipes do Instituto Biota foram deslocadas até a região para monitorar o animal e garantir sua segurança. A principal medida adotada foi o isolamento da área onde o bicho está repousando, evitando a aproximação de curiosos.


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A orientação é manter distância e silêncio, permitindo que o animal descanse. De acordo com os técnicos, esse comportamento é comum em mamíferos marinhos que percorrem grandes distâncias e precisam parar temporariamente em praias para recuperar energia.
A princípio, o animal não será resgatado nem levado para um centro de reabilitação. Segundo Stefanis, essa medida só é adotada em casos de debilidade evidente ou risco à saúde do animal.
“O animal parece estar bem nutrido e aparentemente saudável. A tendência é que ele apenas descanse e, depois, retorne ao mar”, afirmou.
O especialista também destacou que existe uma recomendação técnica para que esses animais não sejam reintroduzidos artificialmente em colônias de origem caso sejam removidos do ambiente natural. A medida busca evitar a possível transmissão de doenças que poderiam afetar populações inteiras desses mamíferos marinhos.
Enquanto a equipe acompanha o caso, a orientação para moradores e visitantes é não tocar, não alimentar e não tentar se aproximar do animal. A presença humana excessiva pode provocar estresse e dificultar o descanso necessário antes de sua volta ao oceano.