PC alerta para aumento de casos de jovens desaparecidos no Litoral Norte de AL
Família de André, de 14 anos, ainda não tem notícias do adolescente; delegado pede apoio da sociedade para localizar vítimas

A Delegacia Especializada em Desaparecidos de Alagoas alertou para o aumento de casos de desaparecimento de jovens no Litoral Norte do Estado. Ao todo, já são 18 pessoas desaparecidas, a maioria adolescentes e jovens com idades entre 14 e 27 anos. Entre os casos recentes, está o de Andreas Denício Borges Barros, de 14 anos, que desapareceu no dia 27 de fevereiro, em São Miguel dos Milagres, e cuja família ainda não tem notícias.
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Em entrevista, o delegado Ronilson Medeiros, titular da Coordenação de Pessoas Desaparecidas, explicou que a investigação está em andamento com apoio do delegado local, Dr. Heleno.
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“Já estamos providenciando diligências e ações na região para tentar localizar o adolescente. Vale lembrar que esse é o primeiro caso de desaparecimento de um adolescente em São Miguel dos Milagres”, disse.
Segundo familiares, Andreas havia efetuado recentemente um pagamento relacionado a uma dívida de drogas e, no dia do desaparecimento, foi atraído para um local da região, de onde não retornou. O delegado destacou que o aumento do tráfico de drogas na área pode estar relacionado ao crescimento do número de vítimas desaparecidas.


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Medeiros ressaltou ainda a subnotificação como um problema sério: muitas famílias têm medo de registrar boletins de ocorrência, temendo retaliações do tráfico ou impactos sobre seus familiares. “Sem o registro oficial, não é possível acionar políticas públicas adequadas nem mobilizar os recursos necessários para buscar essas pessoas”, afirmou.
O delegado fez um apelo direto à população. "Qualquer informação sobre Andreas ou outros desaparecidos pode ser comunicada de forma anônima pelo Disque Denúncia 181". Ele destacou que a participação da sociedade é crucial para interromper o ciclo de desaparecimentos, que, muitas vezes, resulta em homicídios.
Além de Andreas, a lista inclui Bruno Viana de Souza, Alef José Lima Santos, Marcondes Alves da Silva, Cláudio Gabriel Omena de Barros, Diego Lourenço Chomário, Eduardo dos Santos, Guilherme Santos de Almeida Lima, Laudelvânio Silva dos Santos, João Vítor Pinto e Pedro William dos Santos Silva. Alguns já foram encontrados mortos e outros continuam sem paradeiro conhecido.
O delegado reforçou que a situação exige ação conjunta da população e das autoridades, incluindo Polícia Civil, Ministério Público e órgãos de direitos humanos, para que seja possível localizar os desaparecidos e fornecer apoio às famílias que vivem sob medo e incerteza.
“Se a sociedade não colaborar com informações, se não houver pressão sobre o poder público, o ciclo da Justiça não se fecha. Cada denúncia, mesmo anônima, pode ser determinante para localizar um jovem vivo ou esclarecer um desaparecimento criminoso”, concluiu.
