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Polícia Civil investiga caso de racismo praticado por professor em escola de Maceió

Adolescente negro, de 13 anos, teria sido comparado a um chipanzé que estampava capa de caderno


				Polícia Civil investiga caso de racismo praticado por professor em escola de Maceió
Caso de racismo está sendo investigado pela Polícia Civil. Divulgação

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar um caso de racismo que teria ocorrido em uma sala de aula de uma escola situada no bairro do Benedito Bentes, na parte alta de Maceió. Um dos alunos que estava com um caderno que tinha estampado um chipanzé na capa chamou o professor e perguntou com quem o animal se parecia. De pronto, o professor apontou para um outro estudante negro que estava no local.

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A situação foi filmada por uma câmera de monitoramento instalada na sala de aula. Nas imagens, é possível ver toda a movimentação. Desde o momento em que dois estudantes conversam, até o momento em que o professor é chamado para comparar o animal estampado na capa do caderno com um aluno.

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Após ser vítima de racismo, o estudante negro, de 13 anos, não respondeu nada, mas contou à família, que procurou a polícia e registrou um Boletim de Ocorrência. O caso agora está sendo investigado.

Nesta quarta-feira (4), a vítima foi ouvida pela delegada Rebeca Cordeiro, da Delegacia Especializada dos Crimes contra Vulneráveis, e relatou os fatos, que segundo a autoridade policial, ficam nítidos nas imagens. Outros estudantes que presenciaram o momento também serão chamados a depor.

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O professor foi afastado das funções na escola e pode responder pelo crime de injúria racial e discriminação.

“O aluno que foi vítima disse que só voltou para a sala de aula porque soube que o professor havia sido afastado. Ele disse que já tinha visto isso acontecer na televisão, mas nunca imaginou que aconteceria com ele”, afirmou a delegada.

O professor e o aluno que incitou a brincadeira ainda serão ouvidos.

Por meio de nota enviada à imprensa, o colégio afirmou que repudia qualquer ato de racismo, discriminação ou preconceito, que são condutas incompatíveis com seus valores e com o ambiente escolar que busca assegurar.

"Desde que tomou conhecimento do ocorrido, o colégio adotou providências imediatas e medidas institucionais cabíveis. O profissional foi afastado e não integra mais o quadro de colaboradores. Também foi mantido acompanhamento e acolhimento ao aluno e à família, por meio da equipe pedagógica e psicossocial", informou a instituição.

A escola revelou ainda que o Conselho Tutelar está acompanhando o caso e continua à disposição para colaborar com as autoridades policiais.

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