Paciente de Maceió faz campanha por doador de medula óssea após diagnóstico de síndrome rara
Susy Wilza de Miranda Travassos, de 50 anos, busca doador 100% compatível para realizar transplante e evitar evolução da doença para leucemia

A moradora de Maceió Susy Wilza de Miranda Travassos, de 50 anos, iniciou uma campanha nas redes sociais em busca de um doador de medula óssea compatível. Diagnosticada com Síndrome Mielodisplásica, uma doença que compromete a produção de células sanguíneas na medula óssea, Susy precisa de um transplante para evitar que o quadro evolua para uma leucemia.
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Segundo Susy, o problema começou há cerca de dez anos, quando ela foi diagnosticada com Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI), uma doença autoimune que provoca a destruição precoce das plaquetas. A doença havia entrado em remissão, mas voltou recentemente e, durante exames realizados em setembro de 2025, médicos identificaram também a síndrome mielodisplásica.
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“Há dez anos fui diagnosticada com púrpura, uma doença sanguínea autoimune. Ela voltou agora e, nos exames mais recentes, descobrimos que estou com síndrome mielodisplásica. A minha medula praticamente parou de funcionar e a única cura é o transplante”, explicou.
A síndrome mielodisplásica é um grupo de doenças em que a medula óssea deixa de produzir células sanguíneas saudáveis. A condição pode provocar anemia, redução de glóbulos brancos e queda de plaquetas. Em alguns casos, pode evoluir para leucemia aguda.


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De acordo com Susy, seus irmãos chegaram a realizar exames de compatibilidade, mas o resultado foi de apenas 50%. Além disso, a idade deles, um com 47 anos e outro com 41 anos, aumentaria os riscos de complicações no procedimento.
“Constataram que seria muito arriscado fazer o transplante com uma medula 50% compatível. Poderia haver rejeição ou doença do enxerto. Por isso, os médicos preferiram esperar um doador 100% compatível”, afirmou.
Apesar do diagnóstico, Susy afirma que mantém uma rotina relativamente normal, com acompanhamento médico e algumas restrições.

“Eu estou bem, viu? Todo mundo ficou assustado, mas estou bem. Estou medicada, faço academia e sigo minha vida com alguns cuidados, evitando aglomerações e tomando todas as precauções”, contou.
Como se cadastrar como doador
Para ampliar as chances de encontrar um doador compatível, Susy pede que pessoas se cadastrem no banco nacional de doadores de medula óssea. O cadastro pode ser feito no Hemoal, em qualquer unidade, ou em hemocentros de outras cidades do país.
Entre as principais exigências para o cadastro estão:
• Ter entre 18 e 35 anos
• Não ter histórico de câncer
• Estar em boa condição de saúde
• Apresentar documento oficial com foto

O procedimento é simples: é feita a coleta de apenas 5 ml de sangue, utilizada para identificar o tipo genético do possível doador.
Caso seja encontrada compatibilidade com algum paciente, o doador é contatado para realizar novos exames e confirmar a possibilidade de doação.
“Doar é dar ao outro uma nova oportunidade de viver”, reforça Susy em seu post na campanha.
