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HOME > blogs > EDIVALDO JÚNIOR
Imagem ilustrativa da imagem Presença de investigado na ALE constrange base e municia oposição

BLOG DO
Edivaldo Júnior

Presença de investigado na ALE constrange base e municia oposição


				Presença de investigado na ALE constrange base e municia oposição
Gustavo Toledo, primeiro à esquerda, reapareceu na Assembleia Legislativa. Reprodução

A reabertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa de Alagoas, na quinta-feira (19/02) que deveria apenas marcar o início de mais um ano legislativo sob o discurso institucional de harmonia entre os Poderes, terminou produzindo um ruído político desnecessário para a ase de apoio do Palácio República dos Palmares na Casa.

A presença do ex-secretário de Saúde Gustavo Pontes de Miranda na sessão solene deu munição imediata à oposição e gerou desconforto visível entre deputados da base governista. A reação não se limitou às redes sociais, onde pré-candidatos já em clima eleitoral exploraram o episódio com indignação calculada. Nos bastidores, o incômodo foi mais silencioso — e talvez mais significativo.

Gustavo, afastado do cargo por decisão judicial e alvo de investigação, ainda precisa reorganizar sua narrativa. A ida ao plenário da ALE, no entanto, acabou trazendo o seu nome de volta ao debate político, justamente quando o caso já começava a sair do radar da mídia.

Para parlamentares ouvidos pelo blog, a avaliação é que Gustavo cometeu um erro político. Ainda que venha a provar sua inocência — direito que lhe assiste e deve ser respeitado — o momento não recomendava exposição. “Não era a hora”, resumiu um deputado governista, sob reserva.

Constrangimento evitável

A aparição do ex-auxiliar investigado em uma solenidade oficial requentou o debate. Mais do que a presença física, o simbolismo pesou. Em política, imagem é mensagem. E a imagem transmitida foi a de naturalidade onde ainda há questionamentos pendentes.

Deputados governistas relatam que foram abordados por colegas e por interlocutores externos logo após a sessão. A pergunta era sempre a mesma: “Era necessário?”. A resposta, não .

Tiro no pé

O episódio tem um efeito colateral evidente: reavivou um caso que estava praticamente fora da pauta diária. Ao comparecer à solenidade, Gustavo acabou chamando a atenção para si e, por consequência, para as investigações em curso.

Na avaliação de interlocutores da própria base, foi um movimento precipitado. A prudência, nesse contexto, recomendaria discrição. Em vez disso, a exposição pública produziu desgaste político para o governo e constrangimento para aliados.