“Mandou todo mundo deitar e atirou”: genro relata assassinato de idosa dentro de casa em Arapiraca
Polícia descartou latrocínio.

O assassinato da idosa Maria Aparecida, de 62 anos, dentro da própria casa, no povoado Pau D’Arco, em Arapiraca, foi marcado por momentos de terror vividos pela família. O genro da vítima, José Quitério, estava no local e presenciou toda a ação criminosa.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Segundo ele, a família assistia televisão quando um carro parou em frente à residência. “Aqui é comum chegar carro a qualquer hora. O portão estava só no ferrolho. Um homem desceu, abriu o portão, e o outro ficou no carro”, contou.
Leia também
Ainda de acordo com o relato, o suspeito armado entrou rapidamente na casa. “Quando ele passou do carro, eu já vi que vinha com a arma de fogo. Ele apontou para mim e perguntou se eu era o Gilberto”, disse, referindo-se ao marido da vítima.
Após a negativa, o homem anunciou o assalto e ordenou que todos se deitassem no chão. “Ele disse que se alguém levantasse a cabeça, ele matava todo mundo. A gente ficou com o rosto virado para o chão”, relatou José Quitério.


Polícia investiga cemitério clandestino em Coruripe

Áudios revelam ordem para PTK se infiltrar na política de Maceió

Polícia prende suspeitos de integrar o Comando Vermelho em Alagoas e no Rio de Janeiro

Renan Filho anuncia inauguração de duplicação de rodovia entre Arapiraca e São Sebastião
Poucos segundos depois, o disparo foi ouvido. “Eu pensei que ele tinha atirado para cima, só para fazer medo. Mas infelizmente não foi. O tiro atingiu dona Maria Aparecida”, afirmou.
A idosa, que estava acamada, morreu ainda no local. Segundo a família, ela não tinha desavenças nem envolvimento em conflitos. “Era uma pessoa tranquila, vivia praticamente dentro de casa. A gente não entende por que isso aconteceu”, desabafou o genro.
Após o crime, os suspeitos fugiram. O corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca e liberado para velório no assentamento Boa Esperança, em Craíbas, onde também ocorrerá o sepultamento.
A Polícia Civil investiga o caso como homicídio qualificado. De acordo com o delegado Erson Pinho, diligências estão em andamento para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.
Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas, de forma anônima, ao Disque Denúncia 181.
