Bernabéu receberá final da Copa do Mundo de 2030, diz jornal espanhol
Estádio se transformou em uma das principais arenas multiuso do mundo

O Bernabéu, casa do Real Madrid, será o palco da grande final da Copa do Mundo de 2030. A informação foi divulgada pelo jornal espanhol "As", que assegura que a FIFA e o clube merengue já possuem um acordo selado para a realização da partida. A escolha corrobora declarações recentes de Rafael Louzán, presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), sobre o protagonismo da Espanha na organização do torneio, que será co-sediado com Portugal e Marrocos.
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Não será a primeira vez que o estádio receberá uma decisão mundial, visto que em 1982 o local sediou a final em que a Itália se sagrou tricampeã. No entanto, a arena que receberá o mundo em 2030 passou por uma transformação radical. Com capacidade ampliada para cerca de 84.744 espectadores, o "Novo Bernabéu" conta com teto retrátil, telão de 360 graus e uma fachada de aço capaz de projetar imagens.
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Tecnologia de ponta e o gramado do futuro
O grande diferencial tecnológico da arena é o gramado retrátil, dividido em seis partes e armazenado em um hipogeu subterrâneo de 30 metros de profundidade, garantindo preservação com controle de temperatura e luz artificial. Sergio Schildt, presidente da Recoma, maior empresa de infraestrutura esportiva da América Latina, analisa o impacto desse investimento:


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— É muito positivo ver esse tipo de tecnologia do gramado, pois se trata do grande palco do jogo. A qualidade com preservação, tratamento, adubação, fotossíntese e temperatura controlada deixa a grama em condições ideais para as partidas, dando a importância que ela realmente merece. E, infelizmente, este tipo de reforma está muito além do que conseguimos alcançar no mercado brasileiro. São realmente investimentos para quem tem uma grande capacidade de financiar o esporte.
Arenas como centros de entretenimento
A escolha do Bernabéu reflete uma tendência global de transformar estádios em pontos turísticos que geram receitas diárias, indo muito além dos 90 minutos de futebol. O objetivo é fortalecer o ecossistema esportivo através da tecnologia e do conforto. Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply ElevenTickets, destaca a importância dessa evolução para a segurança e a experiência do fã:
— A modernização dos estádios do futebol mundial é um movimento essencial para fortalecer todo o ecossistema esportivo. Não se trata apenas de infraestrutura, mas de transformar a forma como as pessoas acessam, consomem e vivenciam os eventos dentro das arenas. Tecnologias como reconhecimento facial, ticketing digital e experiências cashless em plataformas integradas elevam o padrão de segurança, conforto e fluidez da operação, beneficiando torcedores, clubes, gestores e parceiros.
Gastronomia e novos modelos de receita
Para diversificar as fontes de renda, o Bernabéu investiu em áreas como o VIP-Corporate Hospitality e restaurantes que funcionam em dias sem jogos. Essa estratégia é replicada em outras arenas modernas, como o Monumental de Núñez (Argentina), o Parken (Dinamarca) e o Allianz Parque (Brasil). Leo Rizzo, CEO da Soccer Hospitality, reforça o potencial turístico desses espaços:
— Espaços como camarotes e restaurantes têm potencial para se tornarem importantes pontos turísticos. Funcionando durante todo o ano, por exemplo, com shows, eventos, jogos e até experiências gastronômicas, a ideia é transformar o torcedor ocasional em um frequentador desses ambientes e atrair outros públicos.
No Brasil, exemplos como a Arena Nicnet, em Ribeirão Preto, que integrou um Hard Rock Cafe à sua estrutura, mostram a força dessa tendência. Anderson Rubinatto, CEO da Goolaço, conclui sobre a relevância da alimentação qualificada para o engajamento do público:
— A gastronomia é parte essencial da experiência em eventos esportivos. Quando o torcedor vai a um estádio, ele busca muito mais do que o jogo, ele quer viver um momento completo. A alimentação qualificada tem o poder de engajar o público e gerar novas oportunidades comerciais para as marcas.
