PM vira réu por morte de enfermeiro em motel de Arapiraca
Justiça aceitou denúncia por homicídio qualificado e apontou motivo torpe no crime

O policial militar Weliton Miguel dos Santos agora é réu pela morte do enfermeiro Ítalo Fernando de Melo. A Justiça aceitou a denúncia contra o militar pelo crime ocorrido em Arapiraca. O assassinato aconteceu na suíte 62 do Motel Imperial.
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Weliton responderá por homicídio qualificado. A acusação afirma que o crime teve motivo torpe e aponta o uso de recurso que dificultou ou impediu a defesa da vítima.
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A investigação indica que o policial utilizou um GPS clandestino no carro da esposa. Ele teria seguido a mulher até o motel, onde ela estava com o enfermeiro. O PM foi preso em flagrante logo após o crime.
Uma das principais provas é um projétil encontrado na cena do crime. A bala possui a mesma numeração da munição que estava com o policial. Uma pistola Glock calibre 9 mm foi apreendida com o acusado para perícia.


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O agora réu tem prazo de 10 dias para apresentar sua defesa. A Justiça irá questionar se ele possui advogado particular. Caso não tenha condições, a Defensoria Pública assumirá o caso.
O juiz solicitou exames detalhados ao Instituto de Criminalística (IC). Os peritos devem analisar o quarto do motel em até 15 dias. O computador da vítima também passará por perícia técnica.
O laudo do exame no corpo da vítima também foi requisitado. O Instituto Médico Legal de Arapiraca tem 10 dias para enviar o documento. Haverá ainda a comparação entre a arma do PM e as balas encontradas no local.
A esposa do militar, Jéssica Lima Cavalcante, também será investigada. O tribunal enviou cópias do processo para apurar a conduta dela. Ela é suspeita de falsa comunicação de crime.
Weliton Miguel dos Santos passou por audiência de custódia e permanece preso. Em depoimento à polícia, ele optou por permanecer em silêncio. A decisão que tornou o PM réu é do juiz Rômulo Vasconcelos de Albuquerque.
