Barroca destaca equilíbrio no clássico e vê crescimento do CSA no 2º tempo
CRB ficou no empate por 1 a 1, no Clássico das Multidões, disputado no Rei Pelé

O técnico Eduardo Barroca avaliou como equilibrado e competitivo o empate do CRB com o CSA, neste sábado (24), pelo Campeonato Alagoano. Em entrevista coletiva após o clássico, o treinador ressaltou o nível de organização do adversário, reconheceu a queda de rendimento do Galo, nos minutos finais, e apontou a bola parada como decisiva para o resultado.
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Segundo Barroca, o CRB entrou em campo consciente das dificuldades que enfrentaria. Para ele, o CSA conseguiu tirar o time regatiano de uma de suas principais virtudes: o controle do jogo com fluidez. “Já sabia que seria um jogo difícil. A equipe do CSA é bem organizada e competitiva, tem um treinador que eu respeito. Foi um jogo bastante competitivo, com alternância de domínios”, afirmou.
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O comandante destacou que, apesar da marcação agressiva do CSA, o CRB conseguiu sair da pressão em alguns momentos e criar boas situações no ataque, especialmente no primeiro tempo, quando foi para o intervalo em vantagem, algo que, segundo ele, vinha sendo cobrado internamente.
Na segunda etapa, porém, Barroca reconheceu a evolução do rival e apontou falhas do próprio time na retenção da bola e na definição das jogadas de transição. “Nos faltou um pouco mais de retenção no campo de ataque e também de definição. O jogo se apresentou para ‘matar’ em transição e a gente não conseguiu definir”, analisou.


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O gol de empate do CSA, marcado em uma jogada de bola parada, foi tratado com naturalidade pelo treinador, que fez questão de valorizar o mérito do adversário e afastou qualquer justificativa relacionada ao cansaço.
“Eu seria leviano se falasse que é parte do cansaço. A equipe deles tem a bola parada como um ponto forte e teve competência para converter em uma situação de arremesso lateral”, disse.

Barroca também comentou o desempenho do atacante Mikael, elogiando a entrega e o esforço físico do jogador, especialmente na pressão e nos contra-ataques puxados ao longo da partida. Segundo ele, o desgaste dos atletas de frente ficou evidente a partir da metade do segundo tempo, o que motivou as substituições.
“As trocas foram feitas muito mais pelo desgaste que o jogo foi oferecendo. O jogo nos deu possibilidades de fechar melhor as transições, mas não conseguimos”, explicou.
Sobre o rendimento dos pontas, o treinador destacou a forte marcação do CSA e pediu confiança no processo de evolução do elenco. “Foi um jogo difícil para eles. O CSA marcou forte e não deu muito espaço. Jogo a jogo, precisamos dar confiança, porque coletivamente essa exigência vai ser muito importante nos próximos jogos”, concluiu.
Agora, o CRB terá pela primeira vez desde o início da temporada uma semana cheia de treinamentos, fator considerado essencial por Barroca para corrigir erros, recuperar fisicamente os jogadores e buscar crescimento na reta final da primeira fase do Estadual.
