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Itamaraty avalia situação de estabilidade na Venezuela no momento

Ministério das Relações Exteriores ressalta que posição brasileira continua a mesma, mas que é natural que Delcy Rodríguez tenha diálogo mais próximo com os EUA


				Itamaraty avalia situação de estabilidade na Venezuela no momento
Itamaraty avalia situação de estabilidade na Venezuela no momento. Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro avalia que a situação na Venezuela é de estabilidade no momento. Para o Itamaraty, é natural que o novo governo chefiado pela presidente interina, Delcy Rodríguez, mantenha um "diálogo mais próximo" com os Estados Unidos.

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"Nossa fronteira está tranquila, está normal e também não vemos uma situação de instabilidade no país", declarou a secretária de América Latina e Caribe, embaixadora Gisela Padovan. "O que tem na Venezuela nesse momento é uma certa estabilidade, e ao Brasil interessa uma certa estabilidade", continuou ela.

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A declaração se deu a jornalistas enquanto Padovan divulgava os detalhes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Panamá, para participar do Foro Econômico Internacional da América Latina e Caribe, que será realizado na quarta-feira (28).

Lula deve realizar um discurso durante a sua participação no foro. No entanto, segundo a diplomata, o foco será na integração econômica e comercial da região e não é esperado que o chefe do Executivo brasileiro mencione a Venezuela.

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Padovan reiterou que a posição do Brasil acerca da situação que culminou na captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos se mantém a mesma.

Tanto na reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) quanto no encontro do Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos), o Brasil condenou a operação militar norte-americana.

A embaixadora disse ainda que é "natural" que o tema seja abordado durante a visita de Lula. Presidentes de outros países da América Latina e do Caribe como Equador, Bolívia, Chile, Guatemala e Jamaica, também já têm presença confirmada.

"Mesmo que haja uma pequena discordância [sobre a Venezuela], nós continuaremos dialogando com tranquilidade sobre o tema. É natural que seja parte, mas não é central", disse Padovan.

Na última semana, Lula conversou por telefone com o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, quando trataram da questão venezuelana. De acordo com o Planalto, os dois concordaram quanto à "necessidade de preservar a paz e a estabilidade" na região.

Viagem ao Panamá

Segundo o Itamaraty, Lula deve chegar ao Panamá no final da tarde de terça-feira (27) e volta no dia seguinte, quarta-feira (28), para o Brasil, ao final das atividades.

No evento, o petista participará da abertura do Foro, onde será o segundo a discursar. É esperado ainda que converse com Raúl Mulino. Também há a possibilidade de o chefe do Executivo brasileiro ter reuniões bilaterais com os demais presidentes.

O encontro terá como foco o desenvolvimento econômico da América Latina e do Caribe. Os líderes devem tratar de temas centrais da região, como perspectivas econômicas e o papel do setor privado.

Também há a expectativa da assinatura de um acordo de facilitação de investimentos entre Panamá e Brasil, com o objetivo de estabelecer regras e facilitar a circulação de capital e investimento produtivo nos dois países.

O evento é comumente chamado de “Davos Latino-Americana”, em referência ao Fórum Econômico de Davos, que reuniu lideranças políticas e econômicas mundiais nesta semana, na Suíça.

Lula não foi ao evento por ter optado prestigiar o Foro. Segundo Padovan, o encontro no Panamá não é uma "alternativa" à Davos, mas uma "complementação importante".

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