Em Maceió, Lula critica ‘golpe’ do Banco Master, recebe apoio de JHC e diz que ano é de comparação
Presidente fez discurso exaltanto o programa habitacional, atacou fraudes no sistema financeiro e falou sobre eleições

23/01/2026 às 14:20 • Atualizada em 23/01/2026 às 16:11 - há XX semanas
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Em agenda oficial em Maceió, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o que chamou de “golpe” envolvendo o Banco Master, celebrou a entrega de novas unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida, recebeu apoio público do prefeito JHC, em um gesto que reforçou a aproximação institucional entre a Prefeitura da capital e o governo federal, e disse que 2026 é o ano da comparação e da verdade.
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Durante o discurso, Lula fez um resgate pessoal de sua trajetória para justificar a centralidade das políticas de combate à pobreza. O presidente lembrou que já viveu em áreas alagadas, em casas atingidas por enchentes, convivendo com lama, ratos e baratas, e disse que essas experiências o fizeram compreender, desde cedo, que dignidade precisa ser prioridade do Estado.
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Ao defender o Minha Casa, Minha Vida, Lula afirmou sentir orgulho a cada entrega de chaves e ressaltou que o programa é o maior projeto habitacional da história do país. Segundo ele, nunca se construiu tantas moradias em tão pouco tempo, com a meta de chegar a 10 milhões de unidades e o compromisso de zerar o déficit habitacional no Brasil. O presidente também explicou a preferência pela titularidade feminina dos imóveis, como forma de garantir segurança às famílias e evitar que mulheres sejam prejudicadas socialmente.
Lula destacou ainda mudanças no padrão dos empreendimentos, com exigência de bibliotecas nos conjuntos e varandas nos prédios, como símbolo de respeito à dignidade dos beneficiários. “Assumi o compromisso de vir inaugurar e estamos aqui: missão cumprida. É assim que se trata o bem público”, afirmou, ao defender que governar é cuidar de quem mais precisa.


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No campo econômico, o presidente enumerou indicadores que, segundo ele, refletem a reconstrução do país: menor inflação acumulada em quatro anos, menor taxa de desemprego da história, mais de 103 milhões de trabalhadores registrados, melhor distribuição da massa salarial e exportações que somam US$ 628 bilhões. Para Lula, 2026 é “o ano da verdade”, quando a população poderá comparar os resultados atuais com os governos anteriores.
O discurso ganhou tom mais duro ao abordar denúncias envolvendo o sistema financeiro. Lula criticou diretamente o caso do Banco Master, citando um suposto desfalque bilionário. “Não é possível continuar sacrificando o pobre enquanto um cidadão aplica um golpe de dezenas de bilhões de reais”, disse, ao afirmar que não se pode normalizar fraudes nem proteger interesses que prejudicam o país.
O presidente também alertou para, em ano de eleições, a disseminação de mentiras nas redes sociais, pediu cuidado com informações recebidas pelo celular e afirmou que o Brasil não pode permitir o retorno de governos baseados na desinformação. Reforçou ainda a defesa da democracia, da urna eletrônica e disse que seguirá nas ruas para garantir que o país não volte a ser governado pelo ódio.

Durante o evento, Lula recebeu manifestações de apoio do prefeito JHC, que defendeu menos confronto político e mais cooperação institucional, colocando Maceió à disposição do governo federal para executar projetos nas áreas de saúde, educação e infraestrutura. O gesto foi interpretado como um sinal político de aproximação entre a gestão municipal e o Planalto.
Ao encerrar, Lula afirmou que seguirá firme na defesa da democracia, da justiça social e da reconstrução do país, reforçando que o Brasil precisa de mais solidariedade, menos desigualdade e políticas públicas que cheguem a quem mais precisa.
A agenda presidencial em Maceió foi acompanhada pelos ministros da Casa Civil, Rui Costa; das Cidades, Jader Filho; dos Transportes, Renan Filho; das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman; da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos; além do governador Paulo Dantas (MDB) e dos senadores Dra. Eudócia Caldas (PL) e Fernando Farias (MDB).