Investigação da Operação Encontro Fatal começou após denúncias das próprias vítimas em PE
Delegado afirma que iniciativa das mulheres foi decisiva para início do inquérito conduzido pela Polícia Civil de Pernambuco

A investigação que resultou na deflagração da Operação Encontro Fatal teve início após denúncias feitas pelas próprias vítimas em Pernambuco. A informação foi confirmada pelo delegado da Polícia Civil de Alagoas, Bruno Tavares.
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Segundo o delegado, as mulheres procuraram a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) e relataram crimes cometidos por integrantes de uma associação criminosa que se passavam por clientes para atrair garotas de programa. A partir desses relatos, a investigação foi instaurada e avançou com o apoio da Polícia Civil de Alagoas (PCAL).
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Ainda de acordo com Bruno Tavares, a apuração investiga a prática de crimes como associação criminosa, extorsão, roubo majorado e até estupro, cometidos contra garotas de programa. A investigação é presidida pela Polícia Civil de Pernambuco, com atuação conjunta da PCAL.
O delegado explicou que um dos investigados, já preso em Pernambuco, seria o executor dos crimes, responsável por marcar os encontros e atrair as vítimas. Ele utilizava chaves Pix vinculadas a outros investigados, localizados em Maceió, que seriam os beneficiários das quantias transferidas pelas vítimas.


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Nesta fase da operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Maceió, além do sequestro de ativos e da apreensão de materiais como aparelhos celulares e extratos bancários, com o objetivo de aprofundar as investigações.
Bruno Tavares destacou ainda que a coragem das vítimas em procurar a polícia foi fundamental para o avanço do inquérito. "As mulheres tiveram a coragem em denunciar. Pedimos a outras possíveis vítimas que também procurem a Delegacia Geral, através do Núcleo de Planejamento Operacional, ou utilizem os canais online da Polícia Civil para formalizar denúncias".
