Mulher atacada com facão: PC diz que vítima não procurou delegacia e afirma que atendimento foi mantido
Vítima relatou que quase foi morta pelo ex em Junqueiro e apontou dificuldade para conseguir medidas protetivas

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) divulgou uma nota, nesta terça-feira (13), para esclarecer o atendimento prestado à população de Junqueiro, no interior de Alagoas, após repercussão de denúncias feitas por uma mulher que relatou ter sido agredida pelo ex-marido.
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De acordo com a PCAL, o atendimento no município teria sido mantido normalmente entre 8h da sexta-feira (9) e 8h desta terça, período em que, segundo a corporação, todas as ocorrências registradas foram devidamente atendidas pela equipe plantonista da 6ª Delegacia Regional de Polícia (6ª DRP), em São Miguel dos Campos.
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A polícia informou ainda que as equipes de plantão estavam estruturadas e em pleno funcionamento para acolher a população, registrar ocorrências e adotar as providências legais necessárias, garantindo a continuidade do serviço na região.
Sobre o caso de violência contra a mulher, a PCAL afirmou que a vítima não compareceu à 6ª DRP, o que, segundo a nota, impossibilitou a formalização da ocorrência e a adoção imediata das medidas legais cabíveis naquele momento.


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A Polícia Civil reforçou o compromisso com o pronto atendimento e destacou que delegacias regionais atuam como unidades de referência para municípios da circunscrição, assegurando a assistência policial mesmo em períodos de readequação temporária de unidades locais.
Entenda o caso
A denúncia ganhou repercussão após a vítima usar as redes sociais, nessa segunda-feira (12), para relatar que quase foi morta durante uma agressão dentro da própria residência, em Junqueiro. Em vídeos publicados na internet, ela afirma que foi atacada com um facão e precisou levar cerca de 20 pontos na cabeça.
Nas imagens, a mulher mostra ferimentos e marcas de sangue, além de objetos quebrados, como uma televisão. Segundo o relato, ela perdeu muito sangue, passou por cirurgia e precisou de atendimento médico em Arapiraca.
Ainda conforme a vítima, o ex-marido teria tentado matá-la e ela só conseguiu escapar após conversar com o agressor para distraí-lo, abrir o portão e fugir, pedindo ajuda a uma pessoa que passava pelo local.
Nos vídeos, ela afirma que já havia registrado queixas anteriores contra o homem e relata dificuldade para conseguir medidas protetivas. A mulher também diz temer novas agressões e cobra providências das autoridades, contestando a versão do ex-marido, que teria classificado o episódio como uma “briga de casal”.
