Especialistas alertam após Rico cogitar cirurgia para diminuir altura
Cirurgia é considerada complexa e pouco indicada sem motivo clínico; saiba detalhes

A possibilidade de “diminuir a altura” por meio de cirurgia voltou ao debate público após Rico Melquiades revelar que cogita passar por um procedimento para reduzir alguns centímetros da estatura.
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Embora soe improvável para muitas pessoas, a intervenção existe, mas está longe de ser simples, comum ou inofensiva. Segundo especialistas, trata-se de uma cirurgia complexa, com riscos relevantes e raramente indicada sem uma justificativa médica consistente.
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Não afeta só a altura
Na prática, a técnica interfere diretamente na estrutura óssea das pernas, o que impacta o funcionamento do corpo como um todo. A ortopedista Juliana Munhoz explica que o encurtamento dos membros inferiores não afeta apenas a altura.


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“O encurtamento das pernas altera a biomecânica do corpo. Ele influencia no alinhamento dos quadris, na pisada, redistribui a carga corporal e pode levar a dor lombar crônica, além de favorecer lesões como hérnias de disco”, afirma.
De acordo com a especialista, alterações estruturais desse tipo também podem comprometer a postura. “Dependendo do caso, há risco de escoliose funcional, alterações posturais e sobrecarga em articulações que não foram feitas para compensar essa mudança”, completa.
Não recomendada por motivos estéticos
Do ponto de vista médico, a cirurgia não é considerada saudável quando realizada apenas por motivos estéticos. “Não é um procedimento preventivo nem benéfico para a saúde. É uma cirurgia longa, com recuperação difícil e riscos reais, como infecção, trombose venosa profunda, tromboembolismo pulmonar, demora ou falha na consolidação óssea e perda de força muscular”, diz Juliana Munhoz.
Por esse motivo, muitos ortopedistas se posicionam contra a realização do encurtamento das pernas sem indicação clínica. Situações em que a cirurgia pode ser considerada envolvem deformidades ósseas importantes, grandes assimetrias entre os membros ou sequelas de acidentes. “Para fins estéticos, o risco costuma ser maior do que o benefício”, reforça a médica.
Raro no Brasil
O cirurgião plástico Danilo Ferraz explica que esse tipo de procedimento é pouco realizado no Brasil. “É uma cirurgia rara. Pouquíssimos ou praticamente nenhum profissional faz esse tipo de intervenção com finalidade estética no país. Ela é mais comum em alguns países da Ásia, especialmente para aumento de altura, não para redução”, contextualiza.
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