Santa Casa de Maceió recebe sete crianças do interior de AL para tratamento oncológico
Quatro pacientes já foram atendidos; outros três têm consultas marcadas para a próxima semana

A Santa Casa de Maceió passou a atender sete crianças da 2ª macrorregião de saúde de Alagoas na oncologia pediátrica, após a suspensão do serviço em outra unidade. A medida ocorre após solicitações da Defensoria Pública de Alagoas e do Governo do Estado para garantir a continuidade do tratamento.
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Quatro crianças foram atendidas na última quarta-feira (7) e outras três já estão com consultas agendadas para a próxima semana. Com isso, a Santa Casa volta a concentrar o atendimento oncológico pediátrico no estado, cenário semelhante ao registrado em 2024, quando absorveu a demanda de pacientes de outro hospital.
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A oncologista pediátrica Bruna Salviano realizou os primeiros atendimentos dos pacientes encaminhados da 2ª macrorregião. Segundo ela, foi necessário organizar a estrutura para receber as crianças.

“Houve toda uma organização estrutural para que essas crianças chegassem, tivesse médico no ambulatório para recebê-las, leito disponível para as que precisam de internação mais urgente. E é um momento de entender em que passo eles estão no tratamento. Agora é lutar para que eles tenham a chance de cura, com a melhor estrutura, com todo o aparato profissional e seguir adiante nesse tratamento”, afirmou.


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Entre as famílias atendidas está a de Adriana Moreira dos Santos, moradora do município de Carneiros, no Sertão de Alagoas. Ela levou o filho Cauê, de 14 anos, para dar continuidade ao tratamento contra a leucemia.
“Para mim é bom, né? Gratificante. Me sinto mais acolhida ainda e até o momento não tenho do que reclamar. Eu já soube muitas informações boas daqui e vai dar tudo certo”, disse.
A doença foi descoberta no ano passado, após o adolescente apresentar sintomas como palidez e fraqueza. O primeiro atendimento ocorreu na unidade básica de saúde do município, com encaminhamento para Santana do Ipanema.
“No posto de saúde do meu município fizeram a consulta e encaminharam para Santana do Ipanema, onde marcaram a consulta para a hematologista. Foi através dela que a gente descobriu. Com o apoio dos profissionais daqui, acredito que o tratamento será mais fácil e com a cura, confiando em Deus. Primeiramente Deus, segundo os médicos e a cura dele. É o que a gente anda correndo atrás”, relatou Adriana.

Outra família que veio do Sertão foi a de Solange Pereira Barros, moradora do município de Piranhas. Ela trouxe o filho José Luan, de dois anos, que seguirá o tratamento contra a leucemia na unidade. Segundo a mãe, a mudança de hospital gerou insegurança inicial.
“No primeiro momento, a gente ficou um pouco preocupado, porque não sabia se realmente teríamos a vaga. Mas depois que a gente conseguiu a vaga, acertaram a gente aqui, aí já deu aquele alívio. E vamos continuar o tratamento, graças a Deus. A minha expectativa é das melhores. A médica me deixou bem aliviada e ele vai continuar o tratamento dele aqui. Em busca da cura”, afirmou.
José Luan foi diagnosticado em junho, após exames apontarem alterações no sangue.
“Fizemos um exame de sangue e deu uma hemoglobina muito baixa. Então fomos para Delmiro Gouveia e depois nos encaminharam para outro hospital com a possibilidade de ser uma anemia muito forte. Mas depois do exame na medula, foi confirmada a leucemia. Agora ele está em remissão”, contou a mãe.


