Astro é suspenso pelo governo após eliminação na Copa Africana de Nações
Decisão ocorre após eliminação na fase de grupos

O governo do Gabão anunciou nesta quinta-feira (1) uma intervenção drástica na gestão de sua seleção nacional de futebol. A medida determina a dissolução imediata de toda a comissão técnica e a suspensão por tempo indeterminado do atacante Pierre-Emerick Aubameyang, maior ídolo da história do país, e do zagueiro Bruno Ecuele Manga. A decisão estatal ocorre após a queda precoce na Copa Africana de Nações e reflete a insatisfação com a crise esportiva do país.
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A intervenção foi motivada pela derrota por 3 a 2 para a Costa do Marfim, na última rodada da fase de grupos da Copa Africana de Nações. O Gabão chegou a liderar por 2 a 0, mas sofreu a virada nos dez minutos finais da partida. Com o resultado, a seleção terminou na lanterna do Grupo F com três derrotas em três jogos, selando também a ausência na Copa do Mundo de 2026.
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Críticas presidenciais e falhas estruturais
O presidente do Gabão, Brice Clotaire Oligui Nguema, já havia sinalizado a possibilidade de medidas severas pouco antes do anúncio oficial. O chefe de Estado criticou duramente a gestão do futebol nacional, apontando que o desempenho pífio em campo debilitava a identidade do país e expunha fragilidades administrativas graves.


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— A seleção mostra dois problemas importantes que refletem deficiências estruturais persistentes: falta de método e desperdício de recursos — declarou o presidente Nguema, ao justificar a necessidade de uma reformulação profunda forçada pelo governo.

Trajetória de Aubameyang
Aos 36 anos, Aubameyang atua atualmente no Olympique de Marselha, na França, e vê sua história com a seleção ser interrompida de forma abrupta e controversa. O atacante é o rosto mais conhecido do futebol gabonês no exterior, com passagens por gigantes europeus como Milan, Borussia Dortmund, Arsenal, Barcelona e Chelsea.
