OMS parabeniza o Brasil pelo fim da transmissão vertical do HIV
Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a eliminação da transmissão vertical do HIV no Brasil na última quinta-feira (18/12)

Em comunicado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o Brasil pela eliminação da transmissão vertical do vírus HIV. O país é o primeiro sul-americano e o mais populoso das Américas a conquistar o marco. Através de sua conta no X (antigo Twitter), o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, exaltou o combate ao vírus por parte país, afirmando que o sistema de saúde brasileiro mostrou que é possível dar fim no contágio da doença. A declaração aconteceu nessa sexta-feira (19/12).
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“Parabéns ao Brasil por se tornar o primeiro país da América do Sul – e o maior do mundo – a eliminar a transmissão vertical do HIV. Essa conquista demonstra que a eliminação é possível com diagnóstico precoce, tratamento adequado, acesso a serviços de saúde materna e parto seguro”, exaltou Tedros Adhanom.
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A passagem vertical do HIV ocorre quando o vírus é repassado da mãe para o bebê. A transferência pode acontecer na gestação, através da placenta; no parto, por meio do contato com sangue e secreções; e em certas situações, pela amamentação. Esse tipo de contágio é dos que mais infecta crianças com o vírus responsável por atacar o sistema imunológico.
Também pelo X, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou a marca e exaltou o esforço das autoridades sanitárias para o avanço. “Um orgulho para o nosso país e para o SUS”, disse.


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Como o Brasil alcançou o marco contra HIV
Segundo a OMS, o país atendeu a todos os critérios para a validação da eliminação da transmissão vertical do HIV, incluindo reduzir esse tipo de passagem para menos de 2%, obter cobertura maior que 95% para cuidados pré-natais, testes de rotina para detecção do HIV e tratamento adequado para gestantes infectada com o vírus.
Inicialmente, a avaliação para validação foi realizada por uma comissão independente, apoiada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Foram analisados dados, documentação e funcionamento das unidades de saúde. Posteriormente, os resultados foram julgados pelo Comitê Consultivo Global de Validação da OMS, que foi responsável pela recomendação formal da validação brasileira.
“Esta conquista demonstra que a eliminação da transmissão vertical do HIV é possível quando as gestantes conhecem seu status sorológico, recebem tratamento oportuno e têm acesso a serviços de saúde materna e parto seguro. É também resultado da dedicação incansável de milhares de profissionais de saúde, agentes comunitários de saúde e organizações da sociedade civil”, finalizou o diretor da OPAS, Jarbas Barbosa.
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