Vídeo: familiares e amigos se despedem do paratleta Adriano Costa
Ícone do fisiculturismo alagoano morreu aos 35 anos após aneurisma cerebral; família autorizou a doação de órgãos

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29/11/2025 às 21:10 • Atualizada em 29/11/2025 às 21:25 - há XX semanas
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O velório do paratleta pilarense Adriano Costa, de 35 anos, reuniu familiares, amigos e membros da comunidade esportiva na manhã desta sexta-feira, marcado por homenagens e forte comoção. Considerado um dos maiores nomes do fisiculturismo de Alagoas, Adriano morreu na noite da última quinta-feira (27), uma semana após sofrer um mal súbito que evoluiu para um aneurisma cerebral. A família autorizou a doação de órgãos, atendendo ao desejo manifestado pelo atleta ainda em vida.
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Durante a despedida, parentes lembraram a trajetória de superação do esportista, que transformou uma limitação física em combustível para se tornar campeão em competições regionais, nacionais e sul-americanas. Adriano perdeu o movimento das pernas após complicações cirúrgicas, mas encontrou no esporte a força para recomeçar.
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O irmão, Alex Costa, relatou momentos difíceis vividos pela família e ressaltou que Adriano se tornou referência para muitas pessoas. “Para mim, o maior exemplo de resiliência era o Adriano. A vida colocou ele em uma cadeira de rodas, mas ele mostrou que podia superar. Inspirou muita gente”, afirmou.
A esposa, Taíse Alves, falou da importância do companheiro em sua própria jornada de superação. “O Adriano me fez voltar a viver. Ele me ensinou a ser forte e a não desistir dos meus sonhos. Tenho muito orgulho dele”, disse, emocionada.


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A suspeita inicial era de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e o atleta chegou a ser intubado e colocado em coma induzido. No entanto, exames confirmaram o rompimento de um aneurisma cerebral. O neurocirurgião Bruno Bandeira explicou como a condição ocorre.
“O aneurisma é uma dilatação anormal da artéria cerebral. Quando rompe, é uma emergência médica, com dor de cabeça intensa, perda de consciência e risco elevado. Antes da ruptura, geralmente não apresenta sintomas”, detalhou.
Mesmo diante da perda, a família decidiu cumprir o desejo de Adriano de ser doador de órgãos. Para a esposa, o gesto simboliza a continuidade do legado do atleta.
“Quando os exames mostraram que o cérebro dele não funcionava mais, entendi que era o propósito dele. O Adriano vai continuar vivo através da doação de órgãos”, afirmou Taíse.
O irmão concordou: “Acreditamos que ele continuará vivendo na vida de outras pessoas. Isso trouxe muito conforto para a família”, disse Alex.
Adriano se preparava para competir no Open de Palmeira dos Índios, onde era aguardado como uma das atrações da disputa. O presidente da Federação Alagoana de Fisiculturismo, Jackson Oliveira, lamentou a perda do atleta.
“Ele sempre foi um guerreiro. Vai fazer falta na competição e no esporte. A federação agradece por tudo que ele fez por Alagoas”, declarou.
O dirigente também reforçou a importância da doação de órgãos autorizada pela família, destacando que o gesto irá salvar vidas.