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Roseana Sarney está com câncer de mama triplo negativo

Oncologista Daniel Musse explica o que caracteriza o tumor que atinge até 15% das mulheres com câncer de mama e destaca importância da testagem genética


				Roseana Sarney está com câncer de mama triplo negativo
Oncologista Daniel Musse explica o que caracteriza o tumor que atinge até 15% das mulheres com câncer de mama e destaca importância da testagem genética. — Foto: Reprodução

A deputada federal e ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney revelou estar em tratamento contra um câncer de mama triplo negativo, um dos tipos mais agressivos e desafiadores da doença. O caso trouxe novamente à tona o debate sobre genética, prevenção e diagnóstico precoce, temas fundamentais para milhares de mulheres brasileiras.

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De acordo com o oncologista Daniel Musse, que atua na Oncologia D’Or e no Hospital Federal dos Servidores do Estado, o câncer triplo negativo é caracterizado pela ausência dos três principais receptores hormonais (estrógeno, progesterona e HER2), o que o torna mais resistente a terapias convencionais.

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“Por não ter receptores, esse tipo de tumor não responde aos tratamentos hormonais ou a medicamentos alvo, o que o torna mais agressivo. Ele cresce mais rapidamente e tem maior risco de recorrência, especialmente nos primeiros anos após o diagnóstico”, explica o especialista, que é membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), da ASCO (EUA) e da ESMO (Europa).


				Roseana Sarney está com câncer de mama triplo negativo
Oncologista Daniel Musse explica o que caracteriza o tumor que atinge até 15% das mulheres com câncer de mama e destaca importância da testagem genética. — Foto: Reprodução

Segundo o médico, cerca de 15% dos casos de câncer de mama no Brasil são do tipo triplo negativo; e uma parte importante tem origem genética, relacionada a mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, as mesmas que levaram a atriz Angelina Jolie a realizar cirurgia preventiva há alguns anos.

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“Mulheres com essas mutações têm risco até dez vezes maior de desenvolver câncer de mama ao longo da vida. Por isso, quem tem casos na família deve buscar avaliação médica e considerar o teste genético”, alerta Musse.

Apesar da agressividade, o médico destaca que há avanços significativos no tratamento. Novas combinações de quimioterapia e imunoterapia têm aumentado a sobrevida e melhorado a resposta em muitos casos.

“O diagnóstico precoce continua sendo o maior aliado. Quando o tumor é identificado em estágios iniciais, as chances de cura aumentam consideravelmente. O caso de Roseana ajuda a dar visibilidade a um tema que precisa ser discutido com mais clareza e sem tabu”, reforça o oncologista.

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