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Perícia revela que médico foi morto em Arapiraca por apenas um disparo

Ex-companheira de Alan, Nádia Tamyres, está presa e é suspeita de cometer o crime. Ela denunciou assédio do médico contra filha do casal.


				Perícia revela que médico foi morto em Arapiraca por apenas um disparo
De acordo com perito, Alan foi atingido por apenas um disparo no tórax. Ascom/Polícia Científica

A perícia confirmou que o médico Alan Carlos de Lima Cavalcante, de 41 anos, foi morto por um único disparo, apesar de o veículo onde ele estava ter sido atingido por pelo menos oito tiros. O projétil que o matou atingiu o tórax da vítima.

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De acordo com o Instituto de Criminalística do Agreste, o perito Israel Bezerra identificou os impactos no carro. O IML de Arapiraca confirmou a causa da morte após o exame cadavérico. O perito médico Matheus Custódio explicou que o tiro atingiu o pulmão direito, a artéria aorta ascendente e o átrio esquerdo. A ex-companheira de Alan, a médica Nádia Tamyres, foi presa poucas horas após o homicídio e é suspeita de cometer o crime.

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As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Arapiraca. Quando concluídos, os laudos de perícia de local e o cadavérico serão encaminhados à Polícia Civil.

O crime ocorreu na tarde de domingo (16), em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. Alan foi morto em frente a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no Sítio Capim, zona rural do município.

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A polícia informou que equipes tiveram acesso ao imóvel da investigada após autorização do advogado dela. As armas apreendidas foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística, onde passarão por exame técnico. Uma das armas é registrada em nome de Alan, e a outra pertence à suspeita. Como os modelos são idênticos, a perícia será determinante para identificar qual delas foi usada no crime.

Denúncia e histórico


				Perícia revela que médico foi morto em Arapiraca por apenas um disparo
Crime ocorreu na tarde do último domingo (16), em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) do Sítio Capim. Reprodução

Segundo a defesa de Nádia, ela conheceu Alan quando tinha 14 anos, e o relacionamento durou 22 anos. A defesa afirma que ela tinha medida protetiva contra o médico e que vivia em um contexto de violência doméstica há anos.

Em depoimento, Nádia disse que efetuou o disparo por medo de ser morta. Relatou ainda que denunciou o ex-marido por abuso de vulnerável contra a filha do casal há cerca de um ano e meio, após perceber sinais de que a criança estaria pedindo ajuda.

Áudio


				Perícia revela que médico foi morto em Arapiraca por apenas um disparo
Áudio mostra conversa entre mãe e Alan e a ex-nora, a médica Nádia Tamyres. Reprodução/TV Gazeta

Um áudio que chegou às autoridades que investigam a morte do médico Alan Carlos, mostrando uma conversa entre a mãe da vítima e a ex-nora, a médica Nádia Tamyres.

Na conversa, a mulher aconselha Nádia a vigiar os homens e diz que não se pode confiar em ninguém e que os casos de estupro "não acontece só com o vizinho".

Em outro momento, a mãe de Alan orienta a médica a "colocar ordem" na casa e afirma que não se pode confiar "em nenhum macho", citando nomes que parecem ser parentes delas, supondo que eles também não merecem confiança.

Nádia então destaca ainda que essas pessoas deviam proteger a família.

*Com informações da assessoria

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