Tapas, socos e mordidas: médica é denunciada por agredir tia idosa em Arapiraca
Descumprimento de medidas cautelares levou à prisão da denunciada na segunda-feira (10)

O Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Arapiraca, denunciou uma médica por ameaça, lesão corporal e corrupção de menores, após ela ser acusada de agredir fisicamente a própria tia, uma idosa de 77 anos, com a ajuda da filha adolescente. A audiência de custódia da denunciada está marcada para esta quarta-feira (12).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

De acordo com a promotora de Justiça Viviane Farias, que conduz o caso, as investigações começaram após denúncia feita à polícia, apontando que mãe e filha haviam atacado a idosa.
Leia também

“Recebemos a notícia de que uma médica, com o auxílio da filha adolescente, teria lesionado a tia idosa. Para a menor, o Ministério Público representou pela prática do ato infracional de lesão corporal. Já contra a médica, oferecemos denúncia pelos crimes de ameaça, lesão corporal e corrupção de menor”, explicou a promotora.
Ainda segundo o MPAL, durante a audiência anterior, haviam sido impostas medidas cautelares, incluindo o afastamento da acusada da vítima, mas o descumprimento das determinações levou à prisão da denunciada nesta segunda-feira (10).


Suspeito de matar jovem de 19 anos no Ouro Preto, em Maceió, é preso

Denúncia anônima ajuda PM a apreender armas em Maceió

Goleiro do CSA, Wellerson desabafa após falha em empate com Jacuipense - 2/6/26

CRB se reapresenta e inicia preparação para duelo contra o São Bernardo - 2/6/26
As investigações revelam agressões físicas graves, com mordidas, socos, tapas e puxões de cabelo, que resultaram em hematomas e inchaços nas pernas, mãos e tórax da vítima. Testemunhas informaram que as agressões foram presenciadas por vizinhos, que acionaram a polícia.

“O caso é muito delicado. Além das agressões, a vítima relatou ter sido ameaçada de morte caso procurasse a polícia. Há indícios de que a médica instigou a filha a cometer as agressões”, acrescentou Viviane Farias.
Embora a 6ª Promotoria de Justiça seja voltada à Infância e Juventude, o caso foi encaminhado à unidade devido à configuração do crime de corrupção de menores, já que a médica teria incentivado a filha a participar das agressões.

A promotora ressaltou que o caso ocorre em um cenário preocupante, de crescimento da violência contra idosos, mesmo após a sanção da Lei 15.163/2025, que endurece as penas para maus-tratos e abandono de pessoas idosas ou com deficiência.
A nova legislação prevê penas de dois a cinco anos de prisão, podendo chegar a 14 anos, caso a violência resulte em morte.
*Com assessoria
