Oficina de turbantes reforça elo ancestral na Bienal Internacional do Livro de Alagoas
Para Teresa, participar da Bienal foi uma forma de valorizar a ancestralidade

Entre cores, livros e conversas sobre identidade, a Bienal Internacional do Livro de Alagoas 2025 reforça o elo entre Alagoas e o continente africano. As oficinas de turbantes comandadas por Teresa Olegário e a roda de conversa “Narrativas negras infantis alagoanas na contemporaneidade”, com os escritores João Victor Regis e Janu Leite, destacam a representatividade negra na programação deste fim de semana, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso.
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Para Teresa, participar da Bienal foi uma forma de valorizar a ancestralidade.
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“Trazer os turbantes para um evento alusivo à Consciência Negra tem um peso grande, porque mostra que o turbante vai além de um pedaço de tecido”, afirmou.
As oficinas chamaram atenção pela troca de experiências e pelo impacto simbólico, especialmente entre mulheres e homens negros.


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A turbantista destaca que o uso do turbante deve ser constante. “Não é só para o mês de novembro. Trabalhar com o turbante tem que ser algo de janeiro a janeiro”, disse.
O interesse pelo tema surgiu com seu processo de autoconhecimento, quando passou a assumir o cabelo crespo e criou a marca Olegário Turbantes.
A literatura também tem espaço na Bienal, com foco nas narrativas negras infantis. No sábado (9), às 17h, o bate-papo entre João Victor Regis, janu Leite, Chico de Assis e Cícero Manoel aborda a importância de incluir diversidade nas histórias contadas às crianças.
“Eu fui uma criança negra que não se via nos livros. Quando uma menina ou menino vê um personagem negro como protagonista, entende que pode ser tudo o que quiser”, disse João Victor.
Para Janu, a literatura infantil é “a primeira janela do mundo e o primeiro espelho de identidade”, essencial para o reconhecimento e o pertencimento das crianças negras
