Ex-presidente da Bolívia deixa prisão após quatro anos e meio
Jeanine Áñez foi libertada por ordem do Supremo Tribunal do país

A ex-presidente da Bolívia, Jeanine Áñez, foi libertada da prisão nesta quinta-feira (6), segundo mostrou uma rede de televisão do país.
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A liberação acontece após uma ordem de quarta-feira (5) do Supremo Tribunal do país e encerra mais de quatro anos de detenção preventiva ligada a processos judiciais decorrentes de sua administração provisória em 2019.
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"A anulação da sentença foi ordenada. Ela recebeu uma sentença final de 10 anos e, consequentemente, sua libertação foi ordenada hoje", disse o juiz da Suprema Corte Saucedo aos repórteres na quarta-feira (5).
A Suprema Corte anulou os processos criminais comuns contra a ex-presidente e redirecionou seu caso para um "julgamento de responsabilidades", um processo especial reservado para ex-chefes de Estado.


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O Judiciário ordenou sua libertação para que ela possa se defender no âmbito desse processo.
Áñez foi convidada para a inauguração do presidente eleito Rodrigo Paz no sábado (8).
Ela foi presa em março de 2021 e passou 20 meses em prisão preventiva antes de ser condenada em 2022 por violar as normas constitucionais que salvaguardam a ordem democrática.
O governo de Áñez supervisionou a repressão mortal a protestos, durante os quais 22 civis foram mortos. A ex-presidente negou todas as acusações contra ela.
A soltura ocorre semanas após o segundo turno das eleições bolivianas de outubro, que resultou em uma derrota histórica para o partido governista MAS (Movimento ao Socialismo), que havia acusado Áñez de orquestrar um golpe que a levou ao poder durante uma crise política de 2019.
