Quem é Doca, líder do Comando Vermelho investigado por mais de 100 homicídios
Disque Denúncia anunciou uma recompensa de R$ 100 mil para quem fornecer informações que levem à captura do criminoso

Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, tornou-se o principal foco de uma megaoperação realizada no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ele é apontado como uma das lideranças mais influentes do Comando Vermelho (CV). O Disque Denúncia anunciou uma recompensa de R$ 100 mil para quem fornecer informações que levem à captura do criminoso, valor que representa a maior recompensa da história do serviço.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

De acordo com o Disque Denúncia, o montante supera até o oferecido por Fernandinho Beira-Mar em 2000. “Trata-se da maior recompensa da história do serviço, ao lado dos R$ 100 mil que foram oferecidos por informações que levassem a Fernandinho Beira-Mar em 2000”, informou o órgão. Aos 55 anos, Doca acumula 34 mandados de prisão e é considerado um dos fugitivos mais perigosos do país. Nascido na Paraíba e criado na Vila Cruzeiro, ele já foi visto escondido no Morro do São Simão, em Queimados, na Baixada Fluminense.
Leia também
Acusações e histórico de crimes
O criminoso é investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) denunciou Doca e outros 66 suspeitos por associação ao tráfico. Entre os crimes mais graves, ele é apontado como mandante da execução de três médicos na zona oeste do Rio, em outubro de 2023 — o crime teria ocorrido após uma confusão de identidade.


Empresária denuncia extravio de mercadorias após voo da Gol e cobra indenização

Trabalhadores usam terreno baldio após falta de banheiro em obra em Arapiraca

Homem é preso após agredir o próprio avô de 79 anos em Maceió

Mulher é esfaqueada durante assalto e corre para salvar a própria vida em Arapiraca
Em maio deste ano, o MPRJ também denunciou Doca e dois comparsas pelo ataque a uma delegacia em Duque de Caxias, ocorrido em fevereiro de 2025. Segundo as investigações, o grupo responde por “tentativa de homicídio qualificado, dano qualificado, tortura e associação para o tráfico”, reforçando o histórico violento do criminoso.
