Caso Crislany: polícia vê poucas chances de localizar bebê desaparecida
Corpo encontrado pode ser da mãe; identificação pelo Instituto Criminalista ainda é aguardada

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) diz que há poucas chances de localizar a bebê Celine Raíssa, de dois meses, desaparecida desde o dia 12 de outubro, após saírem da casa onde moravam em Rio Largo junto com a mãe, Crislany da Silva, de 19 anos.
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O possível corpo de Crislany foi encontrado na tarde de 20 de setembro, em avançado estado de decomposição, em uma área de mata na Avenida Cachoeira do Meirim, no Benedito Bentes. A confirmação oficial pelo Instituto Criminalista (IC) ainda está pendente.
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De acordo com o delegado Ronilson Medeiros, o crime foi premeditado. O principal suspeito é um amigo da família, que está preso e que, supostamente, mantinha um relacionamento amoroso com o pai da neném e companheiro de Crislany.
No depoimento à polícia, que já tentou entrar em contato com várias pessoas da família e da vizinhança, ninguém sabia o paradeiro de Crislany e da filha. A jovem tinha três filhos e estava separada há cerca de cinco meses do pai das crianças, segundo relato de familiares.


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Segundo o delegado, o corpo de Crislany apresentava sinais de decomposição avançada e possível ataque de animais. O tempo decorrido – 8 dias entre o desaparecimento e a localização do corpo – torna muito difícil encontrar qualquer vestígio da bebê.
A polícia orienta que, neste momento, a família deve acompanhar de perto as investigações e colaborar com as autoridades, enquanto a apuração segue para verificar se houve a participação de outra pessoa no crime.
“Infelizmente, dadas as circunstâncias, a probabilidade de localizar a recém-nascida é muito baixa”, afirmou o delegado. As autoridades reforçam que a colaboração da comunidade e da família continua sendo essencial para esclarecer o caso e garantir que o suspeito permaneça detido enquanto as investigações seguem.
