Mulher inventa gravidez, engana colegas e simula desaparecimento para aplicar golpe em Maceió
Investigação aponta que acusada participou de três chás de bebê e tentou encenar perda dos filhos para justificar farsa

Uma mulher em Maceió é suspeita de enganar colegas e a empresa onde trabalhava ao simular uma gravidez de gêmeos e inventar um desaparecimento. Segundo a Polícia Civil de Alagoas (PCAL), a farsa incluía participação em três chás de bebê, recebimento de presentes e atenção de colegas, além da alegação de que teria perdido os filhos. Exames confirmaram que ela nunca esteve grávida.
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A informação foi confirmada pelo delegado Ronilson Medeiros, da Coordenação de Pessoas Desaparecidas. Segundo ele, a investigação revelou que toda a história foi inventada pela mulher — que pode ter tentado aplicar um golpe de estelionato contra a empresa onde trabalhava.
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“Ela simulou a gravidez, ganhou presentes, participou de três chás de bebê e, no fim, precisou inventar que teria perdido os bebês para encerrar a farsa”, explicou o delegado. “Durante as buscas, ela chegou a dizer aos familiares e à empresa que estava em repouso após o parto, mas nada disso era verdade", reforçou Medeiros.
O desaparecimento foi registrado na sexta-feira (24), e, no sábado (25), a polícia já havia solicitado a quebra de sigilo telefônico para tentar localizá-la. Nas diligências, nenhum hospital público ou privado confirmou a entrada da suposta gestante.


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“Verificamos com a Secretaria Municipal de Saúde, com o SUS e com maternidades particulares. Ela nunca fez pré-natal e nunca deu entrada em nenhuma unidade”, disse Ronilson.
A reviravolta veio quando a mulher foi encontrada e levada ao Hospital da Mulher, em Maceió. Lá, ela contou à polícia que havia perdido os bebês e que os restos mortais estavam dentro de potes guardados na bolsa. A cena causou estranhamento, e o delegado determinou a apreensão dos objetos e do celular da suspeita.
“A princípio, imaginamos até um possível tráfico de bebês, porque ela dizia que os filhos tinham sido cremados. Mas, após o exame de corpo de delito, o resultado foi claro: ela nunca esteve grávida”, explicou o delegado.
De acordo com os depoimentos de colegas, a mulher vinha mantendo a encenação havia meses. “Ela convivia diariamente com as pessoas, mostrava a barriga crescendo, dizia sentir os bebês se mexendo e ainda deixava que tocassem”, contou Ronilson. “Era uma pessoa de classe média baixa, muito acolhida pela empresa, que acabou sendo enganada.”
A Polícia Civil acredita que o objetivo da farsa era obter vantagens materiais e emocionais, já que a mulher recebeu presentes, fraldas e apoio financeiro durante o suposto período gestacional.
“Ela foi esperta o suficiente para criar um enredo convincente, mas precisava de um fim para a história — e inventou a perda dos bebês como desfecho”, observou o delegado.
Com a localização da mulher, o caso de desaparecimento foi encerrado. Agora, a investigação pode ganhar um novo capítulo se a empresa decidir registrar ocorrência por estelionato. “A parte do desaparecimento se encerra, mas a conduta dela pode sim configurar crime de estelionato”, destacou Ronilson.
