
A rodada do Brasileirão escancarou o que muita gente finge não ver: a arbitragem brasileira está mal gerida.
Ramon Abatti, criticado em Flamengo x Cruzeiro, voltou a apitar o Choque-Rei e acabou afastado.
Lucas Casagrande e o VAR também foram punidos depois do pênalti que irritou o Grêmio.
O problema não é o erro isolado, é o processo que o repete.
A Comissão de Arbitragem escala sempre os mesmos nomes, sem avaliação de desempenho, sem controle de carga e sem justificativa pública.
Se houvesse um sistema sério de análise, Abatti não apitaria um clássico logo depois de uma atuação contestada.
Isso é gestão, não sorteio.
Falam em profissionalização como se fosse a salvação.
Mas a maioria dos árbitros já vive como profissional: treinam, viajam, estudam e convivem com pressão diária.
O que falta não é estrutura, é critério.
Enquanto não houver transparência nas escalas, ranking de desempenho e pausa pra quem erra, o discurso de modernização será só maquiagem.
O árbitro erra porque é humano, mas o sistema erra porque se recusa a evoluir.