🤏📱 Mais finos que um lápis: iPhone Air e o Galaxy S25 Edge
Com 5,6 mm e 5,8 mm de espessura, respectivamente, os celulares magrinhos da Apple e da Samsung mostram que são comparáveis aos topo de linha das marcas

O recém-lançado iPhone Air e o Samsung Galaxy S25 Edge (à venda desde maio) chamam a atenção pela espessura reduzida, menor do que a largura de um lápis.
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Eles fazem parte de uma nova tendência dos fabricantes de privilegiarem o design dos smartphones.
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Para deixar o Air e o S25 Edge bonitos, as marcas tiveram que deixar alguns recursos de lado, reduzindo o número de câmeras e a capacidade da bateria, na comparação com os celulares normais.
O Guia de Compras testou ambos para entender essas mudanças. Spoiler: eles ficam muito mais práticos para usar.


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Os dois cabem bem no bolso da calça, são resistentes, as fotos saem excelentes e os celulares ficaram longe da tomada por bastante tempo, mais do que o esperado.

O ponto negativo é que ainda são muito caros. No começo de outubro, o iPhone Air ia de R$ 10.499 (256 GB) a R$ 13.499 (1 TB) nas lojas on-line pesquisadas.
O Galaxy S25 Edge saía na faixa dos R$ 5.000 (256 GB) a R$ 6.600 (512 GB).
Design

O design dos dois celulares testados traz algumas vantagens inesperadas no uso cotidiano.
A primeira é que eles são muito mais confortáveis para ver vídeos casuais no sofá ou na cama, por serem mais fáceis de segurar.
Mesmo com as telas grandes, cansa menos utilizar com uma mão só por conta da espessura.
Outra mudança é na hora de fotografar com a câmera traseira. Fica mais simples segurar os aparelhos na horizontal, em um mundo tomado pelos vídeos e fotos verticais.
Precisa de capinha? Não necessariamente, já que o acessório acaba com a graça do telefone. Capinhas e bumpers são indicados para aumentar ainda mais a proteção do aparelho.
Apple e Samsung usaram estruturas de titânio na carcaça dos aparelhos, com proteção de vidro reforçado na frente e na traseira.
No lançamento do iPhone 6, em 2014, a Apple sofreu com o “bendgate”, quando o celular dobrava e quebrava com facilidade por ser bastante fino (6,9 milímetros). Não é o caso do Air nem do Edge.
Outros aparelhos premium das marcas têm estruturas de alumínio, mais leve. É o caso do iPhone 17, 17 Pro e 17 Pro Max e do Galaxy S25 e S25 Plus. O S25 Ultra também usa titânio.
O iPhone Air tem apenas 5,6 mm de espessura e pesa 165 gramas. Isso representa 30% a menos que a espessura de um iPhone 17 (8 mm).
Já o Galaxy S25 Edge tem 5,8 mm de espessura e pesa 163 gramas. São 19,4% a menos na comparação da espessura do Galaxy S25 (7,2 mm).
A tela do Air é de 6,5 polegadas. A do S25 Edge, um pouco maior, com 6,7 polegadas.
Para comparação, os iPhones 17 e 17 Pro têm tela de 6,3 polegadas. O iPhone 17 Pro Max e o Galaxy S25 Ultra, de 6,9".
A maneira como os produtos foram pensados mostra muito da filosofia de cada fabricante ao criar um novo smartphone.
No Air, a Apple concentrou a maioria dos componentes (memória, processador, chips de redes, sensor da câmera) em uma área mais grossa chamada de platô.
O resto foi reservado para a bateria.
Para conseguir isso, a fabricante precisou fazer algumas concessões, removendo algumas partes. Entre elas, a gaveta do chip do celular (funciona apenas com o chip digital, o eSIM) e um alto-falante (o Air tem som apenas no topo, que prejudica na hora de ver vídeos na horizontal).
Além disso, o celular tem apenas uma câmera, contra duas do iPhone 17 e três do 17 Pro/Pro Max.
Já a Samsung projetou o Edge como um celular normal, só que mais compacto. A fabricante diz que utilizou um novo sistema de encaixe dos componentes, com “precisão de 0,1 mm”.
O Galaxy S25 tem 0,2 milímetro a mais na espessura e pesa 2 gramas a menos que o iPhone Air.
Com isso, a Samsung conseguiu colocar mais itens na estrutura: a gaveta do chip, uma segunda câmera (grande angular), alto-falante estéreo (em cima e embaixo), além de uma bateria com capacidade um pouco maior.

Desempenho e bateria
iPhone Air e Galaxy S25 Edge são aparelhos topo de linha com configurações técnicas bem próximas aos smartphones mais avançados das fabricantes.
O Air utiliza o processador A19 Pro, o mesmo usado nos iPhone 17 Pro e 17 Pro Max.
O S25 Edge, o Snapdragon 8 Elite, que também está no Galaxy S25 e outros modelos premium da Samsung.
Nos testes de desempenho (veja ao final como são feitos), que simulam tarefas do dia a dia, o Air foi mais veloz que o Edge.
Na avaliação de vídeo, que mede como o celular lida com games e reprodução de mídia, o Edge passou à frente do Air.
A duração da bateria não foi tão ruim quanto o imaginado por conta do design, que reduz a capacidade de carga do aparelho.
Para referência, dá para encontrar aparelhos normais que passam das 14 horas, como o iPhone 16e (veja o teste) e o Moto Razr 60 Ultra (leia a avaliação).
O iPhone Air demorou cerca de 12 horas para atingir 20% da carga. No Galaxy S25 Edge foram 12h34.
Câmeras

Apple e Samsung têm ao menos duas ou três câmeras em seus celulares topo de linha: uma grande angular, a principal e uma para dar zoom.
O Air vem com apenas uma câmera principal, com 48 megapixels de resolução.
A aproximação de 2x é um truque: o iPhone recorta e traz para perto a imagem de 48 megapixels, gerando uma foto boa de 12 MP.
No zoom digital, o Air chega a 10x.
As fotos em modo retrato, aquelas com o fundo desfocado, saem boas.
Conclusão

Essa nova categoria de celulares não é para todo mundo. Mas é bom lembrar que essa ainda é a primeira geração.
Pode-se imaginar o que vamos ver nas próximas, com mais miniaturização de componentes e melhoria nas tecnologias de bateria.
O design avançado e a miniaturização dos componentes deixaram os aparelhos bem caros.
Some a isso os materiais utilizados para manter a estrutura deles à prova de dobra, como o titânio e vidros reforçados.
Hoje, parecem ser voltados mais a um público que quer ter o “modelo diferente da hora” do que quem precisa de muita bateria e mais câmeras no celular.
Mas, se você procura alto desempenho, com uma duração aceitável de bateria, com menos opções de câmeras, tanto o iPhone Air quanto o Galaxy S25 Edge são uma boa pedida.
Fica a diferença de sistema operacional – iOS e sua integração com produtos Apple ou Android e sua conectividade com PCs e outros dispositivos.
Como foram feitos os testes
Os aparelhos foram emprestados pelas fabricantes e serão devolvidos.
Para os testes de desempenho, foram utilizados três aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories, e o GeekBench 6, da Primate Labs.
Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros.
Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação.
Para os testes de bateria, as telas dos smartphones foram calibradas para 70% de brilho, para poder rodar o PC Mark. Isso nem sempre é possível, já que nem todos os aparelhos permitem esse ajuste fino. Os testes foram feitos com as telas com taxa de atualização no padrão de fábrica.
