'Só sobrevivi porque consegui correr', diz amigo de Peu em júri de torcedores
Pedro Lúcio dos Santos foi alvo de ataque em churrasquinho após jogo no Rei Pelé, em maio de 2023

Sentam no banco dos réus, nesta quinta-feira (2), Milton Pereira da Silva Neto e Jonas Paulo Santana Cané, acusados pelo homicídio de Pedro Lúcio dos Santos, conhecido como “Peu”, torcedor do CSA assassinado em 4 de maio de 2023.
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Uma das testemunhas a depor foi um amigo da vítima, que também foi atacado no dia do crime, mas conseguiu escapar.
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“Só sobrevivi porque consegui correr”, relatou ele, acrescentando que cerca de 20 torcedores ligados ao CRB chegaram em carros e motos, armados com barras de ferro, pedaços de madeira e pedras.
Pedro Lúcio, no entanto, foi gravemente ferido e socorrido ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde permaneceu internado por três dias, vindo a falecer em 7 de maio, em decorrência de traumatismo craniano.


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Apesar de 10 pessoas terem sido denunciadas, apenas Milton e Jonas estão sendo julgados. Sete acusados foram impronunciados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), por falta de provas suficientes, e um segue foragido.
A promotora de Justiça Adilsa de Freitas, que representa o Ministério Público de Alagoas (MPAL), sustentou que o crime envolve três qualificadoras: motivação torpe (vingança), meio cruel (múltiplas agressões) e recurso que dificultou a defesa da vítima (surpresa). Segundo ela, a vítima estava em momento de lazer e foi surpreendida pelos agressores.
O julgamento segue com o interrogatório dos réus e, posteriormente, as alegações finais da acusação e da defesa. A expectativa é que o processo tenha desdobramentos ao longo do dia.
O caso causou grande repercussão em Alagoas, sobretudo nas redes sociais, onde amigos e familiares cobraram justiça e destacaram que o torcedor não tinha ligação com facções ou torcidas organizadas.
Diversas páginas ligadas ao Azulão publicaram homenagens e pedidos de celeridade nas investigações. O jogador Geo Silva, do CSA, também lamentou a morte, classificando o episódio como um retrato da violência no futebol.
