
O CRB entrou em campo sem Higor Meritão e com a baixa de última hora de Matheus Albino.
A dúvida era se Eduardo Barroca iria manter seu DNA de jogo. A resposta veio com coragem: time propositivo, ofensivo, com Crystopher responsável pela base no triângulo do meio e a volta de Gegê e Danielzinho juntos. Na referência, Mikael. Mas o detalhe que fez a diferença estava nas pontas: nada de pé invertido, canhoto na esquerda e destro na direita. A ideia era clara, atacar as costas da última linha e dar profundidade.

O primeiro tempo coroou a estratégia. Foram 12 finalizações, quatro no alvo, nenhum chute contra a meta regatiana e dois gols: Fábio Alemão e Gegê. Crystopher foi dono do jogo.
Na segunda etapa, mesmo com um início de Botafogo-SP mais agressivo, o CRB retomou o controle e fez um gol de manual de transição ofensiva: Pottker, Thiaguinho e Danielzinho em jogada limpa, 3 a 0. O jogo parecia liquidado, mas a desatenção e a arbitragem chamaram a Pantera de volta. Gabriel Bispo e Leandro Maciel descontaram, até que a expulsão de Edson parou a reação.
Os destaques ficam claros: Cristopher absoluto no meio, Léo Campos efetivo no apoio, Mikael mais participativo, Henry seguro e Pottker mudando o ritmo quando entrou. Vitória com susto no placar, mas com leitura de jogo que mostrou uma equipe fiel ao que o treinador acredita.