Ney Ferreira diz que afastamento da diretoria do CSA pode ser prorrogado por mais 90 dias
Ele explicou que ao terminar a averiguação no clube será convocada uma assembleia geral para novas eleições

Na entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (22), para mostrar a situação financeira e estrutural do CSA, o presidente interino do clube, Ney Ferreira, tirou dúvidas sobre o afastamento de toda a diretoira maruja pelo Conselho Deliberativo. Ao ser perguntado se foi realmente um afastamento ou uma destituição, Ferreira explicou:
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“Foi um afastamento. A gente não pode destituir uma diretoria sem que haja uma apuração e se convoque uma assembleia geral. Só quem pode expulsar é uma assembleia geral. Então, a gente pediu o afastamento para averiguar porque pode ser que a gente não encontre nada e as pessoas retornem às suas funções".
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E acrescentou, falando de eleições no clube. "A gente quer que haja novas eleições, eleiçoes gerais, não só para o executivo, mas para o Conselho. Terminar essa apuração, se convoque assembleia geral e, quem tiver de ser destituído vai ser a assembleia que vai dizer. E a gente marca novas eleicçoes. O afastamento pode ser por 90 dias e ser prorrogado por mais 90, mas a gente não quer que chegue nem aos 90, quer resolver o quanto antes para não prejudicar o calendário de 2026”.
Quanto à possibilidade de Robson Rodas assumir a presidência do CSA, Ferreira disse ainda não sabe informar sobre a ata que tem Rodas registrado como vice, pois ainda está aguardando essa documentação. Mas falou que tem a minuta confirmando Robson Rodas como vice-presidente marujo.


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Já Ricardo Omena, que faz parte da Comissão de Investigação do CSA, explicou que, em relação a Robson Rodas não vai haver uma apuração, uma investigação dos fatos, porque ele não atuou como vice-presidente. e justificou:
“A própria presidência o excluiu da gestão, então ele está totalmente fora disso aí. Essa investigação não interfere em nada a pessoa do Rodas, que é uma pessoa séria, idônea. Ele assumiu apenas a diretoria de futebol, mas ele foi excluído, lamentavelmente”, afirmou, acrescentando, porém, que Robson Rodas não tem autonomia para assumir porque todos os dirigentes foram afastados.
“Agora, o Conselho quer que ele assuma. Vai ter eleição e ele é o nome indicado por alguns do Conselho. É o nome de consenso de todo o Conselho. O Rodas é o nome hoje que o grupo quer que assuma”, disse Omena. “Mas no momento não há um nome ainda que seja candidato a presidente do Azulão”, emendou Ney Ferreira.
Falando sobre a situação financeira do clube, Ferreira explicou como ficarão os jogadores que ainda têm vínculo com o Azulão. Ele, inclusive, disse que ainda têm alguns com vínculo até o fim do ano, outros que já estão encerrando e que vão até 2026.
"Até eu saber quanto tem realmente nas contas, a gente vai ver qual é a prioridade que tem para poder fazer esses pagamentos e ir liberando aos poucos, o que tem de prioridade. A gente tem aqui jogadores de empréstimos. Então, mesmo que a gente queira rescindir contrato, não pode porque o clube de origem não recebe. A gente tem que pagar até o final do seu contrato. A maioria vence no próximo mês. Tem este mês de setembro e o mês de outubro para pagar e aí finda (o contrato) e há empréstimos de jogadores que vão até o mês de novembro de 2026. Então, vamos ver com o Bonatelli (executivo de futebol), para ver o que a gente faz com esses atletas, se empresta, etc”.
Sobre a implantação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no CSA, Ferreira descartou, pelo menos no momento. “Nesse momento, a gente não pensa em implantar SAF. Caso fosse implantar a SAF agora, quem viesse assumir queria comprar o clube por qualquer preço. Para se pensar em SAF, é necessário primeiro reestruturar o clube”, afirmou.
