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Veja casa de empresário suspeito de esquema em mineração

Investigação identificou organização criminosa que atuava para fraudar licenças ambientais


				Veja casa de empresário suspeito de esquema em mineração
Casa fica situada em um condomínio de luxo de Maceió. Reprodução

A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira (17) ordens de prisão temporária e mandados de busca e apreensão durante uma operação sobre fraudes de licenças ambientais no setor de mineração. Um dos alvos foi o empresário Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como chefe do grupo criminoso, cuja casa fica situado em um condomínio de luxo de Maceió. Imagens divulgadas pela PF mostram o interior do imóvel, que tem um lago artificial, uma grande piscina e até um espelho d'água com carpas na parte de trás.

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Entre os presos na operação também está o delegado Rodrigo de Melo Teixeira, suspeito de ser sócio de uma empresa que teria se beneficiado do esquema, e o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mario Seabra.

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A operação faz parte de uma investigação que identificou uma organização criminosa que atua no setor de mineração para fraudar licenças ambientais por meio de pagamento de propina para agentes públicos em nível federal e estadual.

A Justiça Federal determinou o sequestro e o bloqueio de bens no valor de R$ 1,5 bilhão. Em Minas, foram 17 alvos, sendo que alguns deles possuíam mais de um mandado, e 15 presos, segundo apuração da TV Globo. Duas pessoas estão foragidas.

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O inquérito foi aberto em 2020 e apontou que, para agir impunemente e ampliar os negócios, o grupo criminoso corrompeu integrantes de diversos órgãos, como a Agência Nacional de Mineração (ANM), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas (FEAM), Secretaria de Estado do Meio Ambiente, entre outros.

Conforme a investigação, mais de R$ 3 milhões foram pagos em propina a agentes públicos. Alguns dos alvos são suspeitos de receber mesada para favorecer os interesses da quadrilha.

O g1 entrou em contato com as defesas dos investigados, mas não obteve retorno até o fim desta reportagem.

Por nota, a ANM afirmou que não houve comunicação oficial à agência sobre eventuais medidas envolvendo servidores ou dirigentes.

Veja, abaixo, quem são os envolvidos nos crimes:

Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como chefe do grupo criminoso.

Caio Mario Seabra, diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM) desde 2020. Ele é advogado especialista em direito ambiental. O Plenário do Senado aprovou, em 2023, a nomeação de Caio para a diretoria da Agência Nacional de Mineração (ANM). Na época, foram 48 votos favoráveis e 11 votos contrários.

João Alberto Paixão Lages, também sócio de Alan na mesma empresa e articulador do esquema. Foi suplente de 04/02/2015 a 03/05/2016 na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Entre 2013 e 2014, foi secretário nacional de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Rodrigo de Melo Teixeira, delegado da Polícia Federal de Minas Gerais (PF-MG). É suspeito de se ser sócio de uma empresa de mineração que fazia parte do esquema. Teixeira foi secretário adjunto da Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais (2015-2016) e presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (2016-2018). Em 2018, assumiu a Superintendência da Polícia Federal e, posteriormente, atuou como secretário adjunto de Segurança da Prefeitura de Belo Horizonte/MG (2019-2022). Entre 2023 e 2024, foi diretor de Polícia Administrativa da Polícia Federal.

Breno Esteves Lasmar, diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF). Lasmar também foi diretor de Gestão das Águas e Apoio aos Comitês de Bacias da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Superintendente de Fiscalização Ambiental Integrada e chefe de Gabinete da Fundação Estadual do Meio Ambiente.

Fernando Benício de Oliveira Paula, membro do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). Fernando é conselheiro da Associação Ambiental e Cultural Zeladoria do Planeta, uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, cadastrada no estado de Minas Gerais como entidade Socioambiental.

Fernando Baliani da Silva, diretor de Gestão Regional da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM). Baliani também atuou como superintendente de Apoio à Regularização Ambiental e presidente da Câmara de Atividades Industriais, em 2023.

Helder Adriano de Freitas, sócio de Alan na empresa mineração Gute Sicht e apontado como articulador com servidores públicos e representantes de órgãos ambientais para manipular processos de licenciamento.

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