Suspeito de estuprar menor após se passar pelo pai é professor em Maceió
Homem atraiu vítima de 13 anos em condomínio na Serraria; porteiro foi enganado e câmeras ajudaram a PC a identificá-lo

O suspeito de atrair e abusar sexualmente de um adolescente de 13 anos atua como professor de geografia em escolas de Maceió. O crime ocorreu na tarde dessa segunda-feira (15), quando o homem teria se passado pelo pai da vítima para convencer funcionários do condomínio onde o menino mora a permitir sua saída.
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Segundo a Polícia Civil (PC), a mãe do adolescente foi quem denunciou o caso, após o filho relatar os abusos. Ela informou que o suspeito já vinha trocando mensagens com o garoto havia alguns meses, por meio das redes sociais, até que marcaram o encontro.
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Imagens das câmeras de segurança do condomínio mostraram o adolescente entrando no carro do professor, que foi identificado a partir da placa do veículo.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Talita Aquino, sinais de violência sexual foram constatados preliminarmente por exame médico, mas o resultado oficial do corpo de delito ainda será anexado ao inquérito.


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O porteiro do prédio também foi ouvido. Ele relatou que deixou o adolescente seguir com o suspeito porque acreditou que se tratava do pai da criança, já que o carro tinha as mesmas características do veículo do genitor.
O condomínio informou, em nota, que o funcionário agiu de boa-fé, induzido ao erro pelo adolescente, que afirmou estar indo com o pai.
Após o crime, o menino conseguiu retornar para casa e contou o ocorrido à mãe, que registrou um Boletim de Ocorrência (BO). A vítima foi encaminhada ao Hospital da Mulher, em Maceió, para receber atendimento especializado da Rede de Atenção às Vítimas de Violência (RAV).
Durante o interrogatório, o professor optou por ficar em silêncio sobre o episódio, embora tenha admitido que utilizava aplicativos de encontros. O celular dele e o do adolescente foram apreendidos e passarão por perícia para análise das conversas.
A Polícia Civil informou que o suspeito já responde a outro processo e segue preso à disposição da Justiça. O adolescente será ouvido em juízo por meio de depoimento especial, com acompanhamento técnico, como prevê a lei para vítimas menores de idade.
