É #FAKE que foto mostre surfista sendo assaltado dentro do mar em praia
Cena foi gravada em Bali e mostra encenação de prisão de surfista no mar

Circulam nas redes sociais posts com uma foto que supostamente mostraria um surfista sendo assaltado dentro do mar em uma praia do Rio. É #FAKE.
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Como são os posts?
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Publicados no X nesta segunda-feira (15), os posts exibem uma foto de um homem visto de costas, com um capuz e apontando uma arma para a cabeça de um surfista no mar.
Essa imagem, na verdade, apareceu no Instagram dois dias antes e mostra uma "pegadinha" gravada na Indonésia e que simula uma prisão – mas os posts que viralizaram agora omitem essa informação.


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Em vez de citar o contexto real, ele exibe a seguinte mensagem: "Surfista é assaltado enquanto surfava na praia de Iporotuca - Zona Sul do Rio de Janeiro". Além de descontextualizar o conteúdo, o post mentiroso inventa um nome de praia que simplesmente não existe no Rio.
Por que isso é mentira?
Embora seja real – e não algo criado por inteligência artificial (IA) –, a imagem não mostra um "assalto" no Rio. Na verdade, trata-se de um registro extraído de um vídeo gravado na praia de Balagan, na Indonésia, durante uma pegadinha realizada com surfistas, para simular uma prisão.
Em e-mail enviado ao Fato ou Fake, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro afirmou que "nunca foi acionada em relação a esse caso relatado". Além disso, não existe nenhuma praia no Rio chamada "Iporotuca".
A gravação usada na fake foi originalmente publicada, em 13 de setembro, em dois perfis no Instagram.
No vídeo real, o homem que gravou a cena deu detalhes sobre o que aconteceu: "Me chega um cara aqui do lado, parça, com um colete, o colete com aquele negócio do rádio aqui assim, amador, uma pistola, uma algema e uma touca ninja. Olhei para a cara do maluco, falei assim: 'Que isso, irmão?'. Aí, ele falou assim: 'Não, não, eu vou fazer uma brincadeira ali dentro da água'".
É possível observar que há um homem com uma câmera dentro do mar que registra toda a movimentação na água, indicando que o caso não passava de uma encenação (veja abaixo).
