Polícia Civil investiga estupro contra adolescente autista após entrar em carro na Serraria
A ocorrência, inicialmente, foi denunciada como sequestro

16/09/2025 às 18:15 • Atualizada em 16/09/2025 às 20:18 - há XX semanas
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A Polícia Civil de Alagoas investiga uma denúncia de estupro contra um adolescente, no bairro da Serraria. A situação teria ocorrido na tarde dessa segunda-feira (15) após a criança entrar em um veículo de um homem desconhecido.
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Segundo a Polícia Militar, os policiais foram acionados por meio de uma denúncia de que a criança teria sido sequestrada. No entanto, ao chegar no local, os relatos se tratavam de abuso sexual.
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Imagens mostram a vítima caminhando com um homem, que seria o porteiro do prédio do condomínio onde a criança mora. Segundo a gestão desse condomínio, o funcionário não tem relação com o crime, visto que ele teria levado o adolescente até o carro pensando que seria do pai do menino.
Em nota, o condomínio explicou ainda que o veículo tinha as mesmas características do automóvel do genitor da vítima. Além disso, o adolescente teria informado ao porteiro que era o pai dele que o esperava. Segundo o condomínio também, era comum que o pai buscasse a criança no local.


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"O carro do pai da criança (que não mora no condomínio) é do mesmo modelo, cor e ano do carro do agressor. A própria criança, acostumada a ser buscada por seu pai, informou ao nosso funcionário que o pai a estaria esperando no veículo, e a identidade dos carros corroborou a informação. O funcionário que aparece nas filmagens não conhecia o pai, apenas o veículo, pois o pai não costuma desembarcar, apenas buscar o filho já dentro do veículo. A intenção de ter ido até o carro foi uma preocupação do funcionário, visto que o carro estava estacionado a uma longa distância. Ao chegar no carro, a criança teria reconhecido o suposto pai. Tais fatos nos dão a certeza de que nenhum de nossos funcionários que trabalhavam no fatídico dia tiveram qualquer envolvimento ou negligenciaram a criança", disse o condomínio em nota..
As circunstâncias sobre quem seria o homem no carro, o trajeto feito por ele e por qual motivo a criança entrou no veículo não foram detalhadas pela polícia.
O adolescente retornou para casa, mas a polícia não repassou informações de como isso aconteceu. O menino teria relatado os abusos para a mãe, que registrou um Boletim de Ocorrência.
A PM fez o encaminhamento da vítima até o Hospital da Mulher, para atendimento junto à Rede de Atenção às Vítimas de Violência (RAV).
A Polícia Militar reforça que informações sobre a autoria ou o paradeiro de suspeitos podem ser repassadas para o Disque Denúncia, no número 181. A ligação é gratuita e o anonimato é garantido.
Confira nota do condomínio na íntegra:
Comunicamos, com imenso pesar, que um ato de violência sexual foi cometido contra uma criança moradora do nosso condomínio.
Em virtude do lamentável incidente, o Condomínio Vale Verde vem a público se manifestar, buscando esclarecer os fatos e solicitar a colaboração de todos.
É importante ressaltar que o condomínio, nem qualquer funcionário, tem qualquer responsabilidade sobre a tragédia. A agressão não ocorreu nas nossas dependências. O incidente foi resultado de uma ação criminosa de um agressor sexual que se aproximou da criança através de redes sociais, enganando-a e cometendo o abuso.
Neste momento, a família da criança está recebendo todo o apoio jurídico necessário, por meio da assessoria legal do condomínio. A Polícia e a família da vítima pedem, encarecidamente, para que a comunidade pare imediatamente o compartilhamento do caso em grupos e redes sociais. O criminoso ainda está foragido, e a divulgação de informações sensíveis pode comprometer a investigação e a sua prisão.
Gostaríamos de esclarecer o suposto envolvimento de um funcionário do condomínio. Houve uma triste coincidência: o carro do pai da criança (que não mora no condomínio) é do mesmo modelo, cor e ano do carro do agressor. A própria criança, acostumada a ser buscada por seu pai, informou ao nosso funcionário que o pai a estaria esperando no veículo, e a identidade dos carros corroborou a informação. O funcionário que aparece nas filmagens não conhecia o pai, apenas o veículo, pois o pai não costuma desembarcar, apenas buscar o filho já dentro do veículo. A intenção de ter ido até o carro foi uma preocupação do funcionário, visto que o carro estava estacionado a uma longa distância. Ao chegar no carro, a criança teria reconhecido o suposto pai. Tais fatos nos dão a certeza de que nenhum de nossos funcionários que trabalhavam no fatídico dia tiveram qualquer envolvimento ou negligenciaram a criança.
Insta esclarecer que as diligências dos nossos funcionários, no momento do ocorrido, foram fundamentais para o retorno seguro da criança e para a identificação do criminoso.
As filmagens que circularam em grupos de mensagens não foram vazadas pelo condomínio. A própria mãe da criança, em um esforço para identificar o carro do agressor, solicitou e compartilhou as imagens em diversos grupos.
O condomínio não divulgará mais detalhes do caso, e pedimos que todos evitem espalhar desinformação. Ocorrências como essa reforçam a importância de redobrar o cuidado com o uso das redes sociais, pois foi por meio de uma delas que o criminoso teve acesso e enganou a criança.
A mãe da criança, em acordo com o teor desta nota, me pediu para transmitir um pedido a todos: "Por favor, orem pela recuperação do meu filho."