A partir de 2021, novas práticas antidemocráticas ameaçaram o Brasil, diz Cármen Lúcia
Ministra deu a declaração durante julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados acusados de tentativa de golpe

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (11) que, a partir de 2021 – ano em que, segundo a Procuradoria-Geral da República, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e apoiadores intensificaram ataques ao sistema eleitoral e às instituições – novas práticas antidemocráticas ameaçaram o Brasil.
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A ministra deu a declaração durante julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados acusados de tentativa de golpe. Cármen foi a quarta a votar no caso.
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O placar está 2 a 1 pela condenação de Bolsonaro pela prática de cinco crimes. E já há maioria para condenar Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, e Braga Netto pelo crime de abolição violenta do estado democrático de direito.
"Mas, desde 2021, novos focos de pesares sociopolíticos brotaram destas terras a partir de estratégias e práticas voltadas a objetivos espúrios, ou seja, exatamente o que foi denunciado. Práticas que comprometeram ou que se conduziram no sentido da tentativa de abolição do estado democrático de direito e de tentativa de golpe de Estado, numa sequência encadeada e finalística", disse Cármen.


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"Arou-se um terreno social e político para semear o grão maligno da antidemocracia, tentando-se romper o ciclo democrático das quase quatro décadas", completou a magistrada.
