“Espetáculo vergonhoso”: Renan Filho repudia uso da bandeira dos EUA em protesto bolsonarista
Manifestação reuniu militantes em defesa da anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), criticou neste domingo (7), pelas redes sociais, o uso de uma bandeira gigante dos Estados Unidos durante o ato promovido por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Avenida Paulista, em São Paulo. A manifestação reuniu militantes em defesa da anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e apoio declarado a Bolsonaro.
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Em publicação feita na noite deste 7 de Setembro — data simbólica da Independência do Brasil —, Renan Filho repudiou o gesto dos manifestantes e classificou a exibição da bandeira norte-americana como um “gesto de submissão” e símbolo de um “novo imperialismo disfarçado”.
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“Cedo ou tarde, a verdadeira preferência aparece. Hoje, vimos bolsonaristas estendendo a bandeira dos Estados Unidos na Avenida Paulista. Mas o Brasil soberano não pode aceitar esse gesto de submissão. É o retrato de um novo imperialismo disfarçado”, escreveu o ministro.
Ainda na publicação, o ministro alagoano criticou o tom do protesto, que teve como principal bandeira a anistia aos condenados por participação nos ataques antidemocráticos. Para ele, o foco dos manifestantes revela uma tentativa de distorcer o sentido da independência nacional.


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“Enquanto isso, o povo brasileiro assiste atônito a esse espetáculo vergonhoso em defesa da impunidade. O que o Brasil espera do Estado Democrático de Direito não é bajulação estrangeira, mas sim justiça, verdade e defesa do governo do povo, pelo povo e para o povo”, completou.
O protesto na Avenida Paulista teve forte presença de parlamentares da oposição, pastores evangélicos e lideranças do agronegócio. Durante os discursos, aliados de Bolsonaro voltaram a criticar decisões do STF, pediram a revogação das punições impostas aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes e reforçaram a narrativa de perseguição política contra o ex-presidente.
