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Barbeiro expõe sequelas do ataque diante de serial killer

Alan Vitor sobreviveu após os disparos e expôs no julgamento as consequências que carrega no corpo


				Barbeiro expõe sequelas do ataque diante de serial killer
Bolsa de colostomia e marcas de tiros: sobrevivente expõe sequelas do ataque diante de serial killer. GIF/Jornal Extra de Alagoas

O barbeiro Alan Vitor dos Santos Soares, sobrevivente de uma tentativa de homicídio atribuída a Albino Santos de Lima, o “Serial Killer de Maceió”, emocionou o tribunal do júri nesta quinta-feira (4).

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Durante o depoimento, ele levantou a blusa diante dos jurados — e do próprio réu — para revelar as sequelas do ataque sofrido em 12 de junho de 2024, no Vergel do Lago: a bolsa de colostomia que precisa usar desde então, a cicatriz de um tiro na cabeça e outras duas marcas nas costas que vai levar para o resto da vida.

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Alan, que ficou 30 dias em coma e carrega sequelas permanentes, revelou em entrevista anterior à Gazeta de Alagoas que temia ter que usar a bolsa de colostomia pelo resto da vida. “Tenho medo de ficar com isso para sempre. Isso é ruim demais. Eu, um cara jovem, antes disso acontecer comigo, não sentia dor, não tomava nem Dorflex”, disse na ocasião.

À época da entrevista, ele já planejava mostrar, no tribunal, as consequências do ataque. “Eu quero ver ele olhar para a minha cara. Porque de todos que ele matou, ele verá que eu fiquei vivo”, afirmou.

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Alan foi atacado no dia 12 de junho de 2024, no Vergel do Lago. Segundo a investigação, ele foi perseguido por Albino e atingido por quatro disparos — um na nuca, dois no pulmão e outro de raspão na orelha. Sobreviveu após mais de dois meses internado, sendo 30 dias em coma, mas ficou com sequelas irreversíveis.

O sobrevivente contou que nunca havia visto Albino antes, mas conhecia nove das dez vítimas assassinadas na parte baixa de Maceió. O serial killer também é responsabilizado por outros oito homicídios na parte alta da capital. Ao todo, as autoridades atribuem a ele 18 assassinatos e seis tentativas entre 2019 e 2024, todos já confessados.

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