Mirian Monte diz que corpo técnico tinha autonomia sobre decisões do futebol
Ex-presidente do CSA destacou que acompanhava as ações; ela foi afastada do cargo na segunda (1º)

Durante pronunciamento realizado na tarde desta terça-feira (2), a ex-presidente do CSA, Mirian Monte, fez esclarecimentos sobre o rebaixamento do clube para a Série D. Para ela, o corpo técnico tinha total autonomia sobre as decisões relacionadas ao futebol e as melhores pessoas para falarem sobre o assunto são os diretores e a comissão técnica.
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"O planejamento sempre foi feito e colocado à mesa para toda a diretoria. De vez em quando tínhamos pensamentos divergentes, mas sempre tentávamos chegar a um consenso. O futebol tem uma dinâmica muito própria e, às vezes, é preciso tomar decisões rápidas, para não perder oportunidades. Então, a comunicação podia não acontecer em tempo real às vezes, mas acontecia", explicou ela.
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Mirian ainda destacou que acompanhava o que era feito no clube, mas as decisões em relação ao futebol cabiam ao corpo técnico.
"As pessoas necessárias eram consultadas e participavam de todas as decisões, então o futebol vai ser o melhor departamento para explicar: a contratação de fulano, a contratação de a, b, se fulano estava tendo um bom rendimento, se ciclano estava dedicado, se beltrano estava com compromisso, se o outro estava com a cabeça em outro clube, se a gente deveria ter rescindido ou liberado para não ficar um clima ruim no elenco. Evidentemente, eu acompanhava, ponderava, opinava, consultava outros diretores, mas o futebol tinha autonomia para agir", finalizou.


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Ela revelou que, após o empate do CSA com o Figueirense, no Rei Pelé, pela 13ª rodada da Série C, conversou com a comissão técnica e pediu para que Higo Magalhães tivesse um olhar crítico, para identificar quem estava compromissado com o objetivo do time em conseguir o acesso.
O técnico Higo Magalhães foi demitido do cargo uma rodada depois da derrota para o Londrina por 3x1 e foi recontratado cerca de duas semanas depois.
