Violência, exploração sexual e apologia ao nazismo: menor participava de grupos virtuais criminosos
Foram descobertos diversos endereços eletrônicos associados ao jovem, utilizados para acessar diferentes comunidades

O adolescente de 16 anos apreendido nesta quinta-feira (28), em Arapiraca, não apenas enviou ameaças ameaçadoras a uma psicóloga que participou do vídeo do influenciador Felca sobre adultização, mas também participava de grupos virtuais que promoviam violência extrema e outros crimes. A informação consta na decisão judicial que determinou sua internação provisória.
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De acordo com o documento, os policiais civis identificaram que a conta do adolescente na rede social TikTok estava vinculada a um e-mail criado por ele e a um telefone registrado no nome da mãe dele. Além disso, foram descobertos outros seis endereços eletrônicos associados ao jovem, utilizados para acessar diferentes comunidades digitais.
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Segundo a investigação, o adolescente era ativo em grupos intitulados “Country” e “Parabellum”, nos quais eram encontrados conteúdos de exploração sexual de menores, promoção de estupro virtual, indução e instigação à automutilação, ameaças, prática de doxxing (exposição de dados pessoais de vítimas para intimidação) e apologia ao regime nazista.
Como agravante, a Polícia Civil apontou que ele seria administrador do grupo denominado “N.O.A.”, conhecido por orquestrar atentados contra moradores de rua.


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O juiz destacou que a gravidade dos fatos e a inserção do adolescente em redes de estímulo à violência demonstram a necessidade da internação.
"A medida de internação provisória mostra-se adequada e proporcional para resguardar o bom andamento das investigações e evitar o cometimento de novos de novos atos infracionais. Ressalte-se que a liberdade do adolescente neste momento pode comprometer a colheita das provas e a segurança da investigação em curso, destacando-se que a conduta atribuída ao adolescentes demanda pronta e efetiva atuação estatal, revelando gravidade concreta, tendo em vista as múltiplas vítimas e o modus operandi."
