Atestado falso por R$ 70: veja como funcionava o esquema em Arapiraca
Mulher foi presa em flagrante com documentos timbrados do SUS e da Secretaria de Saúde

Uma mulher foi presa em flagrante em Arapiraca, nessa terça-feira (26), acusada de vender atestados médicos falsos por R$ 70. Segundo a Polícia Civil de Alagoas, ela imprimia os documentos com timbres da Secretaria Municipal de Saúde e do SUS, falsificava assinaturas de médicos e comercializava os papéis entre colegas de trabalho e comerciantes locais.
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A prisão aconteceu após meses de investigação e monitoramento, quando a suspeita foi flagrada no momento em que entregava um dos documentos. Com ela, foram apreendidos dois atestados já preenchidos e várias cópias em branco prontas para serem falsificadas.
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“Ela agia sozinha, imprimindo os atestados e falsificando a assinatura dos médicos. Até o momento, não identificamos participação de terceiros, e todos os médicos serão ouvidos para esclarecer os fatos”, explicou o delegado Edberg Oliveira, titular da Delegacia Regional de Arapiraca.
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As investigações apontam que o esquema teve início quando a suspeita trabalhava em uma empresa de telemarketing na cidade. Após ser demitida, ela passou a oferecer os documentos falsos a colegas de trabalho e, posteriormente, ampliou as negociações para o comércio local.
A mulher foi autuada por falsificação de documento público, crime que prevê até seis anos de reclusão. Ela foi levada para audiência de custódia que definirá se permanecerá presa.
Compradores também podem ser punidos
O delegado ressaltou que as pessoas que adquiriram e apresentaram os atestados falsos também podem responder pelo crime de uso de documento público falso, com a mesma pena prevista para a autora.
As investigações continuam para identificar se houve participação de terceiros e dimensionar o alcance do esquema.
