Mulher é presa em Arapiraca por vender atestados médicos falsos
Delegacia Regional investiga esquema de falsificação de documentos com pena de até 6 anos de reclusão

Greyce Bernardino e Rogério Nascimento
27/08/2025 às 9:22 • Atualizada em 27/08/2025 às 10:22 - há XX semanas
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A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) prendeu, nessa terça-feira (26), em flagrante, uma mulher em Arapiraca acusada de comercializar atestados médicos falsos. A prisão ocorreu após meses de investigação e monitoramento, quando a suspeita foi localizada no momento em que fazia a entrega de um desses documentos.
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Segundo o delegado Edberg Oliveira, titular da Delegacia Regional de Arapiraca, a mulher foi detida com dois atestados já preenchidos e diversas cópias em branco, destinadas a serem falsificadas e negociadas. Os documentos continham timbres da Secretaria Municipal de Saúde e do SUS.
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“Ela agia sozinha, imprimindo os atestados e falsificando a assinatura dos médicos. Até o momento, não identificamos participação de terceiros, e todos os médicos serão ouvidos para esclarecer os fatos”, explicou o delegado.
As investigações apontam que o esquema começou quando a suspeita trabalhava em uma empresa de telemarketing na cidade. Após ser demitida, ela passou a negociar atestados falsos com outros funcionários e expandiu a ação para o comércio local, causando prejuízos às empresas que receberam os documentos. Cada atestado era vendido por cerca de R$ 70.


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A mulher foi conduzida à Delegacia Regional para a confecção do auto de prisão em flagrante pelo crime de falsificação de documento público, previsto no Código Penal com pena de até seis anos de reclusão. Ela passou por audiência de custódia para definir seu futuro.
O delegado ressaltou que as pessoas que adquiriram e apresentaram os atestados falsos também podem ser responsabilizadas pelo uso de documento público falso, com a mesma pena prevista para a autora.
As investigações seguem em andamento para identificar possíveis envolvidos e esclarecer completamente o esquema de falsificação.