Vídeo mostra como "tribunal do crime" agia no interior de Alagoas
Mortes aconteciam nos municípios de Teotônio Vilela, Palmeira dos Índios e Campo Alegre; três suspeitos foram presos

Um vídeo divulgado pela Polícia Civil mostra como um "tribunal do crime" agia nas cidades de Teotônio Vilela, Palmeira dos Índios e Campo Alegre, no interior de Alagoas. As imagens foram publicadas nesta quarta-feira (20) como parte das investigações que resultaram na prisão de três suspeitos envolvidos em execuções e ocultação de cadáveres.
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Nas gravações, é possível ver uma das vítimas sendo julgada e morta pelo grupo criminoso. Trata-se de Stefania Gabriel da Silva, de 23 anos, que estava desaparecida desde o início de agosto e teve seu corpo localizado em um canavial na cidade de Roteiro, após a confissão de um dos envolvidos.
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Durante as diligências, a equipe policial identificou um veículo utilizado nos crimes e chegou até o proprietário, um homem de 29 anos. Ele confessou participação nas execuções e entregou o vídeo do assassinato da jovem.
Com base nas informações obtidas, novas diligências foram realizadas com o apoio do Grupamento de Operações Policiais Especiais (GOPEs) de Teotônio Vilela. Duas mulheres, de 18 e 21 anos, foram presas e também confessaram participação no crime, além de indicarem o local onde o corpo da jovem havia sido ocultado.


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Segundo os relatos dos envolvidos, Stefania foi morta por decisão do "tribunal do crime", sob a acusação de ter repassado à polícia a localização de seu ex-companheiro, conhecido como “Quiterinho”. Ele teria resistido à prisão no início de agosto, foi baleado e morreu no hospital.
Os suspeitos também afirmaram que a jovem fazia parte do grupo e era responsável por indicar residências de pessoas que seriam executadas.
De acordo com familiares, Stefania era usuária de drogas e estava desaparecida desde o dia 7 de agosto. O desaparecimento foi registrado em boletim de ocorrência e, com as confissões dos suspeitos, a polícia conseguiu localizar o corpo.
A Polícia Civil segue investigando se o grupo tem envolvimento em outros assassinatos em municípios alagoanos e até em estados vizinhos.
