PC prende em Alagoas contador de facção e desarticula esquema de R$ 30 milhões
Operação teve dois anos de investigação e apreendeu carros de luxo, imóveis e bens em três Estados

GREYCE BERNARDINO*
20/08/2025 às 6:36 • Atualizada em 20/08/2025 às 8:56 - há XX semanas
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A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), por meio da Diretoria de Inteligência Policial (DINPOL), deflagrou, nessa terça-feira (19), a Operação Lavagem Paulista, que desarticulou um esquema milionário de lavagem de dinheiro de uma facção criminosa. A ação, resultado de dois anos de investigação, levou à prisão de três pessoas: duas em São Paulo e uma em Alagoas.
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Em território alagoano, o delegado Thales Araújo, diretor da DINPOL, cumpriu a prisão do contador da facção criminosa, apontado como o responsável por toda a movimentação financeira do grupo. Segundo a polícia, ele era peça-chave no esquema que utilizava empresas de fachada e laranjas para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
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De acordo com as investigações, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 30 milhões e mantinha um estilo de vida de luxo, com carros esportivos, imóveis de alto padrão, joias, lanchas, jet skis e viagens internacionais.
O principal alvo da operação foi um paulista, identificado como líder da facção no Nordeste, que residia em Balneário Camboriú (SC) e mantinha um apartamento de luxo em Embu das Artes (SP). No momento da prisão, foram apreendidos dois veículos Porsche avaliados em mais de R$ 1 milhão cada, além de um carro blindado.


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Em outro endereço do investigado, em Balneário Camboriú, os policiais encontraram uma porta blindada e apreenderam roupas, bolsas e relógios de grife. A esposa do líder também foi presa.
Para o delegado Thales Araújo, a prisão do contador e do líder da facção representa um duro golpe contra o crime organizado.
“Estamos diante de um alvo de grande relevância: o contador que fazia toda a movimentação financeira desse braço do crime organizado”, destacou.
A operação contou com a atuação integrada das Polícias Civis de Alagoas, São Paulo e Santa Catarina. Em Alagoas, a parte operacional teve o apoio do Tático Integrado de Grupos de Resgate Especial (Tigre/CORE); em Santa Catarina, participaram a Diretoria de Inteligência e a Delegacia de Navegantes; e em São Paulo, o DEIC e a Delegacia de Roubo a Bancos.
*Com assessoria