Braço violento: líder de quadrilha ordenava execuções de 'cabuetas' em AL
Investigações revelaram que o chefe da orcrim chegou a planejar a morte da ex-esposa

Tatianne Brandão
19/08/2025 às 9:38 • Atualizada em 19/08/2025 às 10:03 - há XX semanas
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Durante as investigações que resultaram na Operação “Falso Consignado”, a Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) descobriu que a quadrilha não se limitava às fraudes contra idosos. O grupo também mantinha um braço violento, responsável por ordenar a execução de pessoas que ousassem denunciar as atividades ou descumprissem as ordens do chefe.
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Um dos casos mais emblemáticos foi registrado em maio de 2024, em Marechal Deodoro, quando uma mulher, usada como laranja pelo grupo, foi assassinada a mando do líder da organização. As apurações apontam ainda que ele chegou a planejar a morte da própria ex-esposa.
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De acordo com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o núcleo responsável por eliminar supostos “cabuetas” atuava de forma articulada com a quadrilha financeira, garantindo que potenciais delatores fossem silenciados.
A polícia não descarta a participação dos investigados em outros homicídios no Estado e pretende aprofundar as investigações.


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O chefe do grupo, já recluso no Presídio de Segurança Máxima (PSM) por homicídio qualificado, agora responde também por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
As autoridades destacam que a violência empregada pelo bando mostra o nível de periculosidade da organização, que mesclava crimes patrimoniais com práticas típicas de facções armadas.
Operação “Falso Consignado”
Deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas, por meio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), a ação foi realizada nesta terça-feira (19), em diversos bairros de Maceió, como Cidade Universitária, Santa Lúcia, São Jorge, Jacintinho e Feitosa. Foram cumpridos 15 mandados de busca e um de prisão preventiva contra o líder do grupo, já detido no PSM.
As investigações revelaram que a quadrilha fraudava empréstimos consignados em nome de idosos, utilizando documentos falsificados para esgotar a margem de crédito das vítimas. O esquema, que funcionava há meses, envolvia estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, além do braço violento agora identificado.