Origem Energia vai investir US$ 700 milhões em Alagoas até 2030
Projeto de estocagem de gás e construção de termelétricas deve transformar o Estado em referência nacional

16/07/2025 às 7:50 • Atualizada em 16/07/2025 às 8:48 - há XX semanas
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A Origem Energia recebeu nessa terça-feira (15) a licença ambiental prévia para implantar o primeiro projeto de Estocagem Subterrânea de Gás Natural (ESGN) do Brasil. A autorização foi concedida pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e marca o início de um ciclo de investimentos robustos no Estado, com foco em segurança energética e diversificação da matriz nacional.
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A empresa pretende investir, até 2030, cerca de US$ 700 milhões em solo alagoano — sendo US$ 200 milhões destinados à ESGN e US$ 500 milhões para a construção de termelétricas.
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O anúncio foi feito durante a abertura do evento “Energia 360 Alagoas: Caminhos para a Segurança Energética”, em Maceió. Segundo o CEO da Origem Energia, Luiz Felipe Coutinho, o objetivo é transformar Alagoas na "grande bateria do sistema elétrico brasileiro", aumentando a confiabilidade e a autonomia energética do país.
“Esperamos que o Estado seja vencedor no próximo Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), para que possamos concretizar a construção das primeiras termelétricas em Alagoas, com capacidade prevista de 500 MW”, afirmou Coutinho.


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Desde que assumiu o Polo Alagoas, em 2022, a Origem Energia tem intensificado sua presença no Estado. Com investimentos anuais de aproximadamente US$ 120 milhões, a empresa quadruplicou a produção local de petróleo e gás.
Os números saltaram de 3,5 mil para 15 mil barris de óleo equivalente por dia, e o volume de gás produzido passou de 300 mil para 1,6 milhão de metros cúbicos diários, com a meta de ultrapassar os 2 milhões nos próximos anos.
O presidente do IMA, Gustavo Lopes, celebrou o marco ambiental e destacou o caráter inovador do projeto. A diretora da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), Symone Araújo, também reforçou o ineditismo da iniciativa, que será a primeira estocagem subterrânea de gás natural da América Latina.
Ela afirmou que, mesmo sem regulação específica para o tema, a agência já trabalha para antecipar normas e garantir um ambiente favorável aos investimentos no setor.
“O projeto dará longevidade ao uso do gás natural, atrairá novos agentes e permitirá tarifas mais acessíveis, ampliando a competitividade do mercado”, explicou.
Indústria, emprego e novas fronteiras energéticas
O Secretário-Executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, destacou que o projeto poderá transformar Alagoas em um novo polo industrial. “A estocagem subterrânea de gás é comum na Europa e nos Estados Unidos. Com essa iniciativa, o Estado entra em um novo patamar de atratividade para a indústria e qualificação da mão de obra”, disse.
Além da estocagem e da geração termelétrica, o evento também abriu espaço para discussões sobre etanol, biometano e outras fontes de energia renovável. “Estamos debatendo um novo horizonte, que fortalece a segurança energética e impulsiona áreas como saúde, educação e emprego”, completou Symone.
O evento, que vai até o dia 17 de julho, reúne líderes da indústria, governo e instituições do setor energético para discutir os rumos da segurança energética brasileira. Também estão programadas rodadas de negócios e workshops técnicos.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), José Carlos Lyra, o momento é histórico: “Alagoas se consolida como um Estado de referência em produção, processamento e estocagem de gás. O projeto da Origem é um marco estratégico para o futuro do país.”