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Vasco faz pior jogo com Diniz e mostra a urgência por reforços

Time é dominado pelo Botafogo e piora o que vinha apresentando antes da pausa


				Vasco faz pior jogo com Diniz e mostra a urgência por reforços
Fernando Diniz, em Vasco x Botafogo. — Foto: Mateus Bonomi/AGIF

O Vasco teve um mês de férias e preparação entre a vitória contra o São Paulo por 3 a 1 no Morumbis e a partida contra o Botafogo deste sábado. A atuação vascaína na derrota por 2 a 0 no clássico, no entanto, serviu para acabar com a saudade do torcedor que estava com vontade de ver o time em campo. A equipe jogou muito mal e fez a pior partida sob o comando de Diniz. Um jogo em que a necessidade de reforçar o elenco ficou ainda mais clara, para quem ainda tinha dúvidas.

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É claro que a necessidade de reforçar o elenco não tem origem na derrota do Vasco para o Botafogo. Desde o início do ano, a cada jogo se percebe a necessidade de mais opções ofensivas de qualidade e de um time mais intenso sem a bola. Depois da lesão de Adson, a equipe perdeu mais uma opção no ataque. A equipe também não terá Coutinho contra o Del Valle na Sul-Americana.

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				Vasco faz pior jogo com Diniz e mostra a urgência por reforços
Fernando Diniz, em Vasco x Botafogo. — Foto: Mateus Bonomi/AGIF

O Botafogo, que não teve férias e disputou a Copa do Mundo de Clubes em junho, mostrou no (péssimo) gramado do Mané Garrincha que parecia ser um time mais inteiro fisicamente do que o Vasco, mesmo sem ter descanso — isso sem contar a qualidade dos reforços que chegaram há pouco tempo e já entraram no time titular.

Ao fim da partida, o placar de 2 a 0 pareceu barato pelo o que foi, sobretudo, o segundo tempo do clássico. O Vasco se esforçava para chegar ao ataque, enquanto o Botafogo se defendia sem passar perigo e ameaçava em contra-ataques contra uma defesa vascaína totalmente desorganizada.

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Queda de rendimento no primeiro tempo

Nos primeiros 15 minutos de jogo, o Vasco sustentou uma partida lá e cá. O Botafogo chegava ao ataque, mas a equipe de Diniz encaixava a marcação alta e ameaçava o gol de John. Os vascaínos abusaram de chutes de fora da área em direção ao goleiro alvinegro, alguns chutes até sem sentido, pelas distâncias e intensidades.

Apesar de um início com algum volume no campo de ataque, o Vasco foi piorando ao longo dos primeiros 45 minutos. Com Tchê Tchê errando mais do que o costume e atuações tímidas de Coutinho e Rayan, a equipe de Diniz tinha pouco controle do jogo com a bola no campo de ataque. A posse se resumia aos passes entre João Victor, Lucas Freitas, Piton e Hugo Moura.


				Vasco faz pior jogo com Diniz e mostra a urgência por reforços
Vasco x Botafogo Tchê Tchê e Gregore. — Foto: Mateus Bonomi/AGIF


O Botafogo assustou em bolas lançadas na área e em uma chegada nas costas de Nuno Moreira, que não marcou Vitinho em lance que terminou em grande defesa de Léo Jardim em chute de Arthur Cabral.

Segundo tempo horroroso

Se o fim do primeiro tempo já dava indícios de que o time vascaíno estava piorando na partida, o início da segunda etapa veio para confirmar qualquer suspeita. O Botafogo abriu o placar antes dos dois minutos, em um lance no qual a posse de bola era do Vasco no campo de ataque.

Em um lançamento sem contexto, Tchê Tchê desperdiçou a posse da bola. O volante e o atacante Rayan não fizeram a recomposição e foram atropelados por Kaio Fernando, zagueiro do Botafogo, que puxou o contra-ataque. A jogada terminou justamente nos pés de Montoro, pela esquerda, onde o volante ou o atacante do Vasco deveriam ter feito a recomposição. O gol de Arthur Cabral, que estava livre de marcação, também deixou clara a dificuldade do time em defender a própria área.

As duas substituições seguintes de Diniz não se justificaram em nenhum momento da partida. Lucas Freitas saiu para a entrada de Mateus Carvalho, jogando Hugo Moura para a defesa. Se o movimento de Diniz no Fluminense funcionava, com André indo para a zaga, o Vasco não ganhou em saída de bola, muito menos em proteção na defesa. O time ficou ainda mais exposto, o que culminou no segundo gol alvinegro.

Problemas de formação do elenco

Antes do gol de Nathan Fernandes, Alex Teixeira entrou no lugar de Coutinho, que jogou com dores na panturrilha. Entrou e pouco fez na partida. Alex Teixeira não participa de um gol do Vasco desde novembro do ano passado, mas diante da falta de opções no banco de reservas, segue tendo oportunidades, mesmo sem uma atuação de destaque desde que voltou — com exceção ao jogo contra o já rebaixado Atlético-GO no fim de 2024.

O Vasco esteve mais perto de tomar outro gol do que de fazer durante todo o segundo tempo, e o placar de 2 a 0 saiu barato para o espaço que o Botafogo tinha para criar e ameaçar a defesa vascaína. Diniz revelou que esta foi a pior semana de treinamentos do Vasco durante a pausa para a Copa do Mundo de Clubes, devido aos problemas médicos de Coutinho, Rayan e Adson.

Mas vale uma análise mais completa sobre o elenco. Hoje, o Vasco tem quatro opções para o setor ofensivo: Vegetti, Nuno Moreira, Rayan e Coutinho. O mais regular é o ponta português. Em alguns jogos, o atacante argentino sequer toca na bola, como aconteceu em Brasília neste sábado. O jovem Rayan ainda oscila, assim como o experiente argentino.

Quando é necessário utilizar o banco de reservas, a situação fica delicadíssima. David está retornando de lesão depois de nove meses fora, ainda não se sabe como o atacante irá desempenhar. Garré ainda não mostrou a que veio e segue sendo preterido por Alex Teixeira. Afastado por problemas familiares, Loide ainda não empolgou e não se mostrou uma opção confiável.

Mais que isso: o elenco do Vasco, quando enfrenta times de mais qualidade, não tem outros planos para jogar de forma reativa ou para competir sem a bola. Tem sido uma tônica em jogos contra Palmeiras, Flamengo e Botafogo não conseguir impor dificuldades. Quando a técnica não corresponde, a força física também parece estar abaixo para competir no mais alto nível.

Tudo fica ainda mais difícil quando se opta por tirar o mando de campo de São Januário para vender o jogo para Brasília, onde o clube não tem um histórico nada positivo. O problema, é claro, está longe de ser a capital federal. Mas o Vasco não pode se dar ao luxo de jogar fora do seu estádio quando é possível. Poucos clubes jogam tão fora de casa como o Vasco no Brasileirão. E a força do time é São Januário.

O Vasco precisa de reforços com urgência, dentro de um perfil de atletas saudáveis, sem problemas de adaptação e que entreguem o que o time precisa agora. Muito tempo e dinheiro já foram desperdiçados.

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