Pai destrói recepção de hospital após filha recém-nascida morrer
Família acusa unidade de saúde de negligência médica após bebê nascer morto; o caso é investigado pela Polícia Civil

Revoltado com a morte da filha, um homem destruiu parte da recepção do Hospital Guararapes, no Grande Recife, na última quarta-feira (9). Ele usou um martelo para quebrar computadores e estilhaçar uma porta de vidro. A ação foi filmada e compartilhada nas redes sociais. O homem fugiu antes da chegada da Polícia Militar.
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Segundo Victor Petrick, pai da criança, o ataque aconteceu após um surto motivado pela revolta por causa da morte da filha, que nasceu sem vida.
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"Se coloca no meu lugar. Eu trabalhei 9 meses esperando a minha filha. Planejei várias coisas. Ao voltar do hospital, vi as coisinhas dela no quarto. Aquela cena mexeu ainda mais com o meu psicológico. Voltei ao hospital e quebrei tudo", desabafou o pai.
Ele e a esposa, Isabelle Silva Araújo, acusam a unidade de negligência médica durante o trabalho de parto.


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No domingo (29), a jovem, de 22 anos, que já estava com 41 semanas de gestação, resolveu procurar o hospital porque o tempo estimado para o parto já havia passado. “Eu não tava sentindo nada. Eu não tava com dilatação, não tava com contração, minha bolsa não tinha estourado e já tinha passado da data da minha filha nascer”, relatou.
Ela conta que recebeu medicações para estimular o trabalho de parto. “Depois que eu tomei o remédio, a dor piorou muito. Pedi para fazer cesária e ela disse que eu tava entrando em trabalho de parto e eu tinha que aguentar.”
A família disse ter chegado ao hospital particular, que atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) às 19h45. Por volta das 23h30, a equipe médica relatou que não estaria mais conseguindo escutar os batimentos cardíacos do bebê, mas não confirmou o óbito.
A mãe foi transferida para outro hospital. No começo da madrugada da segunda (30), a mãe recebeu a triste notícia de que a pequena Lara nasceu sem vida. “Eu fiquei sem chão. Depois da ultrassom, levaram para a sala de parto e quando minha filha saiu de dentro de mim já saiu sem vida”, disse Isabelle.
O corpo da bebê, chamada Lara, foi levado ao Serviço de Vericação de Óbito (SVO) e depois encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passará por exames. A previsão é de que a família realize a liberação na manhã desta sexta-feira (4).
Para os pais, voltar pra casa sem a filha nos braços é uma dor difícil de superar. “Cheguei em casa e vi as coisas da minha filha. Eu esperava voltar com ela nos braços. Os medicamentos que me deram foram muito fortes e minha filha não resistiu”, completou a mãe.
Em nota, o Hospital Guararapes declarou estar consternado e se solidarizou com a família. A unidade afirmou que o caso terá sua devida importância quanto aos esclarecimentos e as devidas responsabilidades, e reforçou que não compactua com atos de violência e agressão.
A família afirma que a Polícia Civil de Pernambuco investiga tanto a conduta do pai quanto a possível negligência médica. A CNN procurou a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), mas ainda não obteve retorno.
