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Assassinatos de corretores em imobiliária: o que se sabe e o que falta saber

Suspeito era dono do estabelecimento e está preso preventivamente


				Assassinatos de corretores em imobiliária: o que se sabe e o que falta saber
Corretores Thiago Adolfo e Deyvid Luiz Leite foram mortros a tiros em uma imobiliária de Balneário Piçarras (SC). Foto: Redes sociais/ Reprodução

O duplo homicídio dentro de uma imobiliária em Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, é investigado pela Polícia Civil. Os corretores Thiago Adolfo, de 29 anos, e Deyvid Luiz Leite, de 46, foram assassinados a tiros.

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O suspeito é Ralf Junior Dombek Manke, de 37 anos, dono da imobiliária. Ele está preso preventivamente. Em nota, a defesa dele disse que respeita a decisão judicial "embora discorde de tal medida".

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1. Quando ocorreu o crime?

O crime aconteceu na tarde de terça-feira (1º) em Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, durante uma reunião para a venda de parte da empresa, especializada em imóveis com vista para o mar, segundo a Polícia Civil.

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Os celulares das vítimas, do autor e de uma testemunha foram apreendidos.

2. O que aconteceu?

Segundo a delegada Beatriz Ribas, responsável pela investigação, Ralf negociava a venda de parte da imobiliária dele para novos sócios. Os três estavam reunidos para tratar do atraso no pagamento de uma das parcelas. O valor pendente e detalhes da discussão não foram divulgados.

"Ele teria se desentendido e, acreditando que os dois indivíduos que estavam na sala, na imobiliária, pudessem estar armados, pois estavam de jaqueta, ele teria desferido os disparos contra os dois. Ele alega legítima defesa. Isso vai ser questionado, porque não tinha outra arma na cena do crime além da arma do autor", afirmou a delegada.

3. Quem são as vítimas?

Um dos corretores morto a tiros era o cantor sertanejo Davi Magalhães, da dupla Davi e Daniel. Ele tinha se tornado sócio da imobiliária cerca de um mês antes do crime.

Davi Magalhães era o nome artístico de Deyvid Luiz Leite, cantor que se destacou na cena sertaneja catarinense. O artista chegou a gravar com a cantora Luiza Martins e com João Neto & Frederico.

A dupla tinha dado um tempo e, recentemente, Davi, que também tinha se afastado do trabalho na música, anunciou o retorno à carreira musical. Com isso, ele tinha apresentado seu novo parceiro, o novo Daniel do dueto.

Além de Davi, outro corretor foi morto, Thiago Adolfo, de 29 anos. De acordo com a delegada, Thiago era amigo de Deyvid e o acompanhava na reunião na qual foi cometido o crime.

4. Como o suspeito foi preso?

A Polícia Militar prendeu Ralf logo após o crime. O empresário estava em um Audi, estacionado em um posto de combustíveis na cidade. No veículo, também foram encontrados vestígios de sangue na roupa dele e uma pistola foi achada perto do banco.

Ele passou por audiência de custódia na quarta-feira (2) e continua preso, pois a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

5. O que diz o suspeito?

À polícia, Ralf informou que o crime foi motivado por uma dívida financeira de cerca de R$ 25 mil e que teria agido em legítima defesa após ter sido agredido pelas vítimas durante a reunião.

6. Qual a arma usada no crime?

De acordo com a delegada, a arma usada no crime pertencia ao empresário. A pistola calibre 9mm encontrada no carro durante a prisão do suspeito e é de uso restrito.

O dono da imobiliária tinha autorização de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), mas não podia portar arma fora do clube de tiro.

7. Foi o suspeito quem chamou as vítimas para a reunião?

Isso não está esclarecido. "São questões que ainda precisam ser melhor aprofundadas: quem chamou quem, qual foi a ordem de chegada de cada um deles. São coisas ainda para serem apuradas ao longo da investigação", afirmou a delegada.

8. Há imagens de câmeras de monitoramento?

A imobiliária onde os corretores foram mortos estava sem o equipamento que grava imagens de segurança quando a polícia chegou ao local, informou a delegada.

A investigadora explica que havia câmeras de segurança no local, mas o DVR (sigla em inglês para Gravador de Vídeo Digital) foi retirado recentemente. Agora, a investigação busca imagens de locais próximos para entender a dinâmica do crime.

9. Houve testemunhas do crime?

Segundo a Polícia Civil, um terceiro sócio é ouvido na investigação como testemunha. Ele estava na imobiliária no momento do crime, mas em outra sala.

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